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ORLA DA PAJUÇARA VIRA COMÉRCIO DE DROGAS E PROSTITUIÇÃO EM MACEIÓ

A situação tem causado insegurança nos moradores, comerciantes e turistas que visitam a região

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Uns dos mais belos cartões postais de Alagoas, que encabeçam os destinos mais procurados no Nordeste, a orla de Pajuçara também tem sido usada para a comercialização e consumo de drogas e prostituição. A situação tem causado insegurança nos moradores, comerciantes e turistas que visitam a região. Durante o dia e também à noite, usuários de drogas dividem espaço com as belezas naturais que Maceió oferece. São dois lados distintos que precisam ser cuidados: o homem e a natureza. Por medo da insegurança, moradores já denunciaram o caso às autoridades, mas nada foi feito até o momento. Eles temem, além da vida, que o setor turístico seja prejudicado. Por mais que a polícia realize rondas nos locais, os usuários fazem tudo com muita discrição. O comércio circula em toda a orla, não tem um ponto específico. A todo momento eles migram, tentando driblar a fiscalização.

Na praia de Pajuçara, as jangadas que não são mais usadas, servem como depósito de drogas e também de abrigo. “Essa situação é muito propícia. É preciso que haja uma ação integrada entre as polícias, prefeitura e Marinha. Não é que a polícia se omita. Eles fazem fiscalização, talvez a coisa não tenha tido um bom resultado. É preciso uma ação forte, conjunta e de rotina, senão a coisa não se resolve”, disse um morador que prefere não se identificar.

De acordo com ele, em todo trajeto da orla é possível encontrar esta triste situação. ”Tem uma árvore amendoeira no início da área da praia, bem em frente a uma agência bancária. Embaixo dela tem um freezers velhos que servem para guardar tralhas e etc. Tem também algumas embarcações que eles deixam para fazer ‘consertos’, porém, passam meses e meses no mesmo local”, relata. Há também casos registrados próximo à balança do peixe, no estacionamento do Iate Clube Pajuçara e no entorno da feirinha da Pajuçara. “As caixas de salvatagem dos jangadeiros estão servindo de depósito para guardar drogas e objetos roubados”. “Eles ficam circulando para também despistar a fiscalização da polícia. Às vezes ficam no canteiro central também circulando. O que muda por lá é o tipo de droga: maconha, crack e papelotes de coca. Caminho na orla quase todo dia e eles fazem isso com muita discrição”. “Acredito que a polícia deve ter levantado todos esses pontos. Talvez o que falta é conseguir fazer uma ação integrada com certa regularidade. O problema é que ela prende e dois, três, depois o preso está circulando no mesmo local”. Procurada, a assessoria do programa Ronda no Bairro disse que agentes realizam patrulhamento constante no calçadão e áreas adjacentes.”O combate aos diversos crimes acontece se as guarnições forem acionadas por comerciantes, moradores ou turistas ou se houver o devido flagrante. No caso específico do tráfico de drogas, vale lembrar que o Comando de Policiamento da Capital (CPC) da Polícia Militar de Alagoas tem serviço de inteligência e guarnições específicas atuando na região, assim como, conta também com o apoio das equipes da Oplit”. A reportagem também entrou em contato com a Capitania dos Portos e a Secretaria de Segurança Pública (SSP), mas até o fechamento desta edição não obteve retorno.

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