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Secret�rios discutem combate � viol�ncia

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Secretários de segurança de todo país são unânimes quando apontam que o combate à violência não pode ser feito apenas com mais policiais nas ruas, carros e equipamentos. Para os que participaram do 9º Encontro Nacional de Secretários de Segurança, em Maceió, é preciso cada vez mais investir em atividades de inteligência nas polícias, em políticas sociais e estimular uma verdadeira mobilização da sociedade. ?O combate à violência começa na família, nas escolas, pelos freios morais da Igreja. A polícia é apenas a primeira linha nesse combate?, diz o presidente do Conselho de Segurança Pública do Nordeste, Francisco Glauberto Bezerra, secretário de Segurança Pública e de Defesa Social do Rio Grande do Norte. ?O trabalho infantil, a exploração sexual da criança, a sonegação fiscal também são formas de violência?. Bezerra reconhece que os aparelhos policiais são os mais cobrados pela sociedade na hora do combate à violência. ?Polícia é como criança: quando está presente, chateia, mas quando está longe faz falta?, diz o secretário. Ele também discorda que esteja havendo um aumento da criminalidade no Nordeste. Para Glauberto Bezerra, o que está ocorrendo hoje é que as ações de segurança pública são mais transparentes e há um grau de eficiência maior das polícias de todo o Nordeste, que vêm atuando de forma conjunta. ?Crimes de seqüestro sempre houve, só que hoje a questão é tratada de forma mais transparente?. Parcerias Foi com transparência e investindo nas atividades de inteligência, além de firmar parcerias com a sociedade, que o secretário de Segurança Pública de Pernambuco, João Braga, diz ter encontrado o caminho para reduzir os índices de violência em seu Estado. Considerada uma das cidades mais violentas do país, onde ocorrem 11 assassinatos por dia, Braga diz que houve no Recife uma redução de 72% no número de seqüestros e 55% no de seqüestros relâmpagos. ?Isso é resultado do trabalho feito pelo Grupo de Operações Especiais, sobretudo com uso da atividade de inteligência?.

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