Polícia
APREENSÃO DE CÉDULAS FALSIFICADAS AUMENTA 39,1% EM ALAGOAS, DIZ BC
O volume de dinheiro tirado de circulação no Estado este ano já supera o de todo o ano passado
A apreensão de cédulas falsas em Alagoas aumentou 39,1% este ano, até setembro, e já supera todo o ano passado, de acordo com dados do Banco Central do Brasil. Já foram tiradas de circulação 537 cédulas este ano, ante 386 no ano passado. Em valores, as notas falsas apreendidas este ano somam R$ 56.134.
A cédula que foi alvo de mais falsificações foi a de R$ 200, com 252 notas falsificadas. Logo em seguida aparece a nota de R$ 100, com 139 notas falsas apreendidas. Ainda assim, a quantidade de notas falsas apreendidas em Alagoas este ano é a 7ª menor entre os estados brasileiros e a 2ª menor do Nordeste. Em todo o Brasil já foram apreendidas 161.537 notas falsas este ano.
No ano passado, quase 270.971 mil cédulas falsas foram apreendidas em todo o Brasil. Somados os valores das notas, a quantia alcança R$ 24.932.667. São Paulo foi o estado com o maior número de cédulas falsas apreendidas: 98.827. Em seguida aparecem Minas Gerais (34.989), Rio de Janeiro (26.266), Paraná (25.934), Rio Grande do Sul (14.322), Santa Catarina (12.473), Goiás (11.610), Distrito Federal (8.572), Pernambuco (5.073) e Espírito Santo (5.055).
No quadro geral de 2021, no entanto, a nota de R$ 100 aparece no topo da lista de falsificações, com 110.580 apreensões de cédulas das versões antigas e das atuais, chamadas de segunda família. As de R$ 50 aparecem em segundo lugar, com 56.672 apreensões
De acordo com o Código Penal, falsificar dinheiro é crime federal, com pena que varia de 3 a 12 anos de prisão. Quem coloca nota falsa em circulação, sabendo que ela não é verdadeira, pode ser sentenciado de 6 meses a 2 anos de detenção.
O Banco Central recomenda que os consumidores analisem as notas antes de recebê-las. Para isso, é necessário observar à contraluz características como a presença da marca d’água, do fio de segurança e a imagem latente, que pode ser vista com a cédula posicionada na altura dos olhos.
Nas notas da primeira família do real, é possível verificar a marca d’água, o número escondido, a faixa holográfica - nos valores de R$ 50 e R$ 100 - e o número que muda de cor - nas notas de R$ 10 e R$ 20.
Nas cédulas da primeira família, pode-se identificar a marca d’água, a imagem latente, o registro coincidente e também o alto relevo.
“Se o cidadão sacou uma moeda ou cédula suspeita no caixa ou em um terminal de autoatendimento, ele deve procurar qualquer agência do banco do qual é correntista e apresentar a cédula ou moeda. O banco é obrigado a trocar o dinheiro suspeito imediatamente”, informa a instituição.
Segundo o Banco Central, não é preciso fazer boletim de ocorrência na polícia no caso de cédulas falsificadas retiradas em caixas eletrônicos. “A regulamentação do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central do Brasil determina apenas que o cidadão deve procurar o banco, o qual é obrigado a trocar o dinheiro suspeito de falsificação imediatamente”, enfatiza.
No caso em que o consumidor recebeu dinheiro suspeito de falsificação em outras circunstâncias, como no comércio, ele deve procurar qualquer agência bancária e entregar a cédula ou moeda metálica.
“O banco anotará seus dados e enviará a cédula ou moeda metálica para análise do Banco Central. Se ficar comprovado que a cédula é legítima, o cidadão será ressarcido pelo banco. Caso fique comprovado que a cédula é falsa, não haverá reembolso”.