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PSS: pais e alunos com nervos � flor da pele

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FÁBIA ASSUMPÇÃO O estudante Franklin Humberto Tavares Lima da Silva tem apenas 17 anos, mas se prepara para enfrentar o que pode ser o primeiro grande desafio de sua vida: passar no Processo Seletivo Seriado da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Como ele, milhares de adolescentes iniciaram a contagem regressiva para as provas, que serão realizadas a partir do próximo domingo, dia 19. Dos mais de 42 mil inscritos nos PSS 1, 2, 3 e Geral, a metade está na disputa para chegar a segunda etapa e conquistar uma das 2.225 vagas em 35 cursos ofertados pela universidade. Como a concorrência é grande, em alguns cursos, como Medicina, chega a quase 28 candidatos por vaga, o medo da reprovação é inevitável e nos dias que antecedem as provas o estudo se torna prioridade. Mesmo para quem não está na disputa direta por essas vagas, como os candidatos que fazem o PSS 1 e 2, a pressão também é grande, principalmente dos pais. Um baixo desempenho nas provas dos primeiros anos pode significar uma futura reprovação quando se chegar ao PSS 3. Franklin Humberto sofre a pressão de estudar para as provas do PSS desde os 14 anos, quando fazia o 1º ano do Ensino Médio. Este ano, entra na reta final disputando uma vaga para o curso de Biologia diurno, concorrendo a 32 vagas com 464 candidatos (14,50 por uma vaga). Como obteve boas médias no PSS 1 e 2, mais de 500 pontos, ele acredita que suas chances de ser aprovado são boas. Marcação cerrada Apesar da dedicação aos estudos, como todo adolescente, Franklin não abre mão da diversão, mesmo com as proximidades da prova. ?No domingo, irei a uma festa de formatura?, comenta. Os pais do adolescente, o bancário José Fernandes Bezerra da Silva e a prestadora de serviços Maria de Fátima Tavares Lima da Silva, não escondem que fazem marcação cerrada para que o filho não descuide dos estudos. Segundo Franklin, a pressão da mãe está ainda maior. ?Ela está mais presente em casa?, diz. O pai, José Fernandes, não deixa de dar suas espiadinhas para ver se o filho está realmente estudando no quarto de hóspedes da casa, transformado num cantinho reservado para os estudos de Franklin, que não se incomoda com a vigilância dos pais. ?Acho que é muito bom, pois me estimula a estudar mais?. Os pais de Franklin acham que o sistema de vestibular implantado pela Ufal é muito massacrante para os estudantes. Fátima lembra que o filho estava entrando na adolescência quando começou a estudar para o PSS. ?Tem garoto com apenas 13 anos que já tem que estudar para o PSS?. O próprio Franklin disse que só a partir do PSS 2 tomou consciência de sua importância para conseguir uma vaga na universidade. Ele concluiu este ano o 3º ano do Ensino Médio e entrou para um cursinho pré-vestibular há três meses. ?O cursinho é bom porque eles fazem uma revisão de todas as matérias e dão dicas sobre as provas?. Franklin só não ficou muito satisfeito com o sistema de cotas para negros. Apesar de reconhecer que a sociedade tem que compensar toda discriminação sofrida pelo negro, desde a época da escravidão, acredita que esta não é a solução para o problema. ?Isso só vai aumentar a discriminação, pois muitos só precisarão da nota mínima para ser aprovado e poderão ter dificuldades quando entrarem na universidade já que não tiveram uma boa qualidade de ensino na escola?. Leia mais nas páginas E20 e E22

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