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Seq�estro rel�mpago chega ao Centro de Macei�
BLEINE OLIVEIRA Consumidores que vão às compras com razoável quantia em dinheiro, outros que andam distraídos, observando vitrines sem imaginar que podem estar sendo seguidos, idosos que vão sozinhos retirar o pagamento da aposentadoria. Esses são alguns dos alvos preferidos das quadrilhas de assaltantes que agem nas áreas comerciais de Maceió, principalmente nas ruas do Centro, e que têm dado muito trabalho à Polícia Militar. Um relatório parcial do 1º Batalhão de Polícia Militar sobre o Centro mostra que de fevereiro a outubro deste ano cresceu o número de atendimentos, de armas apreendidas e de infratores encaminhados às delegacias. E o mais grave, segundo o comandante do 1º BPM, tenente-coronel Diógenes Rodrigues de Lima, uma nova modalidade de crime está sendo praticada no Centro: o seqüestro relâmpago. Esse delito tem ocorrido com freqüência em outras áreas da cidade, como nos bairros chamados nobres, mas já começa a ocorrer em pontos até então ?inexplorados? pelos marginais. O 1º BPM atua no trecho entre o Pontal da Barra e Jacarecica, incluindo o Jacintinho e parte do Farol. São 42 militares, número que o próprio comandante do Batalhão considera insuficiente para reprimir ações criminosas com a eficiência necessária. Para o coronel Diógenes, o ideal seria um contingente de 120 homens, metade para cada turno do dia. ?Os assaltos, seqüestros e furtos têm crescido muito, o que exige esforço redobrado do Batalhão? ? afirma o oficial PM. Medo de denunciar A Polícia Militar tem efetuado prisões em flagrante mas, segundo o coronel Diógenes, em muitos casos esbarra no medo das vítimas de prestar queixa na delegacia. Quando isso ocorre, a ação policial se torna inútil e o suspeito ou acusado é liberado. O caso mais recente registrado no trailler que a PM mantém no calçadão em frente à Igreja do Livramento é de uma senhora que foi assaltada, mas se recusou a acompanhar os policiais que prenderam o assaltante, até a Delegacia de Roubos e Furtos, onde seria lavrado o flagrante. ?Alegando que temia ser localizada posteriormente, esta senhora, mesmo reconhecendo o criminoso, não prestou queixa. Ficamos frustrados ao vê-lo ser liberado por falta de acusação? ? reclama o coronel.