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Fam�lias de sem-terra acampam novamente na Pra�a Sinimbu
FELIPE FARIAS Um grupo de 70 famílias ligadas ao movimento de trabalhadores rurais Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) acampou em frente do Incra, na Praça Sinimbu. Seus representantes informaram que o acampamento não tem prazo para ser levantado e que os sem-terra só deixarão a praça depois que tiverem atendidos os itens de uma pauta de reivindicações. ?Estamos há seis anos nessa situação e queremos uma solução definitiva até o fim deste ano?, disse José Baixa da Silva, representante da coordenação do MTL no acampamento. Os trabalhadores rurais armaram três tendas, estendendo lonas usadas para a montagem de barracos aproveitando as próprias árvores da praça Sinimbu, e distribuíram bandeiras do movimento e fardos de alimentos que, segundo eles, foram trazidos dos acampamentos e assentamentos. Mas a quantidade de pessoas na praça ontem à tarde era pequena e não correspondia ao contingente deslocado para Maceió informado pelos representantes dos sem-terra. Segundo eles, os demais acampados e assentados estavam espalhados pela cidade. Reivindicações Os trabalhadores rurais ligados ao MTL têm uma relação de cinco áreas reclamadas que constam da pauta de reivindicações. Esta se constitui, basicamente, na resolução do que consideram impasses na entrega definitiva dos imóveis rurais para a reforma agrária: atrasos na tramitação dos processos de desapropriação e outras medidas administrativas na esfera do governo. Mas o principal item da pauta refere-se à fazenda Belo Horizonte, também denominada de Onça, situada no município de Novo Lino. Esta é a principal área reclamada pelo movimento, em boa parte por sua importância simbólica. A fazenda é apontada como tendo pertencido ao ex-governador Geraldo Bulhões e foi motivo de diversos protestos empreendidos por dois movimentos rurais, entre eles o de maior agressividade, realizado pelo Movimento dos Trabalhadores (MT), há cerca de quatro anos. No ataque à antiga sede do Incra, o edifício Walmap, no Centro, foi depredado. Na pauta trazida a Maceió esta semana, os integrantes do MTL incluíram áreas reclamadas no município de Porto Calvo, onde estão 280 acampados; em São Luís do Quitunde, Flexeiras e Joaquim Gomes, além das fazendas Buenos Aires, situada em Maragogi, e Pedra Branca, município de Campestre.