Cidades
Investiga��o suspensa em Coruripe
O soldado PM Elias Francisco dos Santos, 44, irmão do soldado Israel Francisco dos Santos foi vítima de atentado à bala, na periferia de Coruripe, na manhã de 15 de julho de 2002. Ele tinha recebido ordens para ir, com hora marcada, prender um acusado de roubo no município vizinho de Feliz Deserto. Ele dirigia seu carro quando foi baleado por dois homens em uma motocicleta que o esperava numa curva. Recebeu dois tiros de revólver calibre 38. Apesar de gravemente ferido, Elias conseguiu dirigir seu veículo até a casa do irmão, Ezequiel Francisco dos Santos, na periferia de Coruripe. Ezequiel o socorreu para a Unidade de Emergência Armando Lages, em Maceió, quando foi informado pelo irmão sobre os detalhes da emboscada e os nomes dos dois pistoleiros: ?Magro do Bigode? e ?Marquinhos?. Ambos seriam ligados a Jesse James e a João Beltrão. O soldado chegou à Unidade de Emergência agonizando e sobreviveu por três dias. Ele morreu no dia 18 de julho. ?Magro do Bigode? e ?Marquinhos? nunca foram presos. O inquérito sobre a morte de Elias Francisco foi aberto pelo então delegado de Coruripe, Cícero Lima, que ouviu o relato de Ezequiel e os nomes citados pelo irmão assassinado, bem como da insatisfação de ?algumas pessoas? com o trabalho de Elias em Coruripe. Elias estaria investigando assaltos, drogas e roubos de cargas na região quando foi assassinado. Arquivo vivo As investigações da polícia não avançaram . Não havia testemunhas da emboscada, somente o relato do soldado ao irmão. Ezequiel se tornou arquivo vivo do crime e contou tudo ao irmão Israel Francisco, executado a tiros na noite do último domingo. A Polícia Civil retomou as investigações do caso, em dezembro do ano passado, quando descobriu o envolvimento do policial civil e vereador por Coruripe, Jesse James, o ?Neno?, no assassinato do vendedor de jóias José Cerqueira e do motorista Majelo da Silva, que desapareceram em agosto do ano passado e foram encontrados mortos três meses depois. ?Neno? foi condenado pela Justiça pelo duplo crime e cumpre pena no presídio Baldomero Cavalcanti. Quase uma dezena de crimes considerados misteriosos e que tinham como suspeito o vereador Jesse James foram reabertos, inclusive o da morte do PM Elias. Dois delegados foram designados para apurar o assassinato de Elias, em caráter especial. Um deles, o delegado André Avancini D?Ávila, admitiu, em março deste ano, que há dificuldades, porque as pessoas não querem falar a respeito do homicídio, já que os acusados pelo irmão de Elias são pessoas muito poderosas e temidas em Coruripe. Segundo a polícia, existem suspeitos, mas faltam provas.