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Pol�cia ainda n�o liga Jesse a novo assassinato

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FELIPE FARIAS A motivação para o assassinato do ex-PM Israel Francisco dos Santos, domingo à noite, é a primeira pista a ser procurada pela polícia, nas investigações para elucidar o crime. Ele era apontado como testemunha-chave em outro crime, que pode estar associado ao policial civil e vereador de Coruripe Jesse James Viana, o ?Neno?. A motivação foi uma das informações que o delegado do 3º distrito, Carlos Reis, procurou apurar ontem, no primeiro depoimento colhido no caso: o de Maria José Faustino, viúva de Israel, a primeira pessoa ouvida em depoimento oficial pela polícia sobre o assassinato, cometido em frente à casa do ex-PM, na Ponta Grossa. ?Para que haja um crime, basicamente duas coisas têm de estar presentes: a intenção de matar e o motivo. É este último que tentamos apurar com ela: procuramos saber, principalmente, se ela teria alguma informação sobre isso?, informou o presidente do inquérito. Para ouvir a viúva de Israel, o delegado interrompeu o plantão que dava numa das centrais de atendimento, as delegacias de plantão. ?O pontapé das investigações está sendo dado com esse depoimento?, comparou o delegado. Depois de ouvir Maria José, Carlos Reis foi à casa da vítima, onde colheu mais elementos para a investigação. Israel Francisco dos Santos era uma das principais testemunhas para a elucidação do assassinato do irmão, o também policial militar Elias Francisco dos Santos, baleado em uma emboscada, em Coruripe, em julho de 2002. Ferido, Elias disse para um outro irmão, Ezequiel, os nomes dos homens que teriam feito a emboscada ? são pistoleiros ligados a Jesse James. Por causa disso, Ezequiel tornou-se um ?arquivo vivo? e estava ameaçado de morte. Foi incluído no Programa de Proteção a Testemunhas e saiu de Alagoas. Ezequiel contou tudo a Israel. Israel foi colocado na reserva da PM por problemas de saúde e, por causa da sua condição de testemunha, tentou ser também acolhido no Programa de Proteção a Testemunhas, na qual já está Ezequiel. Israel ainda não tinha sido admitido quando foi morto. O diretor-geral adjunto da Polícia Civil, delegado Mário Jorge Marinho, que também responde pela direção do Departamento de Polícia do Interior (Depin), disse que, por enquanto, não há como relacionar um crime ao outro. Ele confirmou, porém, que a apuração caberá ao 3º Distrito, em cuja jurisdição Israel Francisco foi assassinado. ?Não temos elementos para fazer essa ligação com o crime de Coruripe?, disse o delegado. Ele afirmou, entretanto, que está acompanhando as apurações e que o delegado que preside o inquérito deverá informá-lo, se encontrar informações concretas que possam vincular um crime ao outro.

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