Cidades
Justi�a liberta pitboys acusados de agress�o
DORGIVAL JUNIOR O juiz da 3ª Vara Especial Criminal de Maceió, José Braga Neto, acolheu ontem pedido de extensão de benefício e determinou a soltura dos lutadores de jiu-jítsu Charles França (Charlão) e Paulo Henrique Gouveia, presos há 120 dias no presídio Cirydião Durval, acusados de envolvimento no espancamento do estudante Klébson Silva de Oliveira, em 11 de julho deste ano, na boate Uau, em Jaraguá. Os dois acusados deixaram a instituição penal por volta das 21h30, acompanhados por familiares. A decisão judicial foi tomada, segundo o advogado de defesa dos acusados, Givan Lisboa, com base na determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinou, semana passada, a soltura do lutador de jiu-jítsu Leando Ferro, o Leleco, também acusado de agredir o estudante Klébson. Charlão deixou o presídio conduzindo o próprio carro. Tanto ele quanto Paulo Henrique se recusaram a falar com a imprensa. O advogado de defesa dos acusados informou que ambos vão se pronunciar sobre o caso hoje, em entrevista coletiva, que terá horário e local divulgados no decorrer do dia. Segundo Givan Lisboa, os dois lutadores de artes marciais estavam presos no módulo do trabalhador do presídio, dividindo a cela com outros detentos que estão à disposição da Justiça à espera de julgamento. ?Eles estavam no mesmo módulo de Gérson Júnior. Os dois vibraram com a saída do presídio. Namoradas, amigos e familiares foram recebê-los?, disse o advogado, lembrando que chegou a impetrar oito pedidos de habeas corpus na Justiça pedindo a soltura dos acusados, que foram presos por ordem do próprio juiz José Braga Neto. Givan Lisboa acrescentou que entrou com o pedido de extensão de benefício ? perante o juiz da 3ª Vara Criminal ? na sexta-feira passada. ?Assim que tivemos conhecimento da decisão do Superior Tribunal de Justiça, concedendo habeas corpus para Leleco, enviei imediatamente documento ao STJ pedindo a liberdade de Charles França e Paulo Henrique Gouveia. O pedido também foi enviado para o Tribunal de Justiça de Alagoas. Para o juiz José Braga Neto, pedi apenas a extensão do benefício, que foi acolhida pelo magistrado?, disse o advogado, acrescentando que foi obrigado a ir a São José da Laje, onde o juiz Braga Neto é titular da Comarca, para que ele pudesse assinar o alvará de soltura dos dois lutadores de artes marciais.