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Dissidentes do MLST fecham BR e exigem audi�ncia no Incra

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BLEINE OLIVEIRA Reivindicando a posse da fazenda Prazeres, no município de Fleixeiras, uma facção dissidente do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) bloqueou ontem, por quase 10 horas, a BR-101, próximo à cidade de Messias, a 26 quilômetros de Maceió. O bloqueio provocou um engarrafamento de mais de 10 quilômetros na rodovia, obrigando os agentes da Polícia Rodoviária Federal a intervir. Os manifestantes exigiam um encontro com o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Gino César Menezes, mas este se recusou a enviar técnicos ao local, alegando se tratar de um grupo isolado, sem autorização para conduzir as famílias acampadas. Para evitar maiores transtornos a motoristas que trafegaram ontem no trecho da BR-101, a Polícia Rodoviária Federal desviou os veículos, para a rodovia BR-104, na direção de União dos Palmares. Agentes da Comissão de Gerenciamento de Crises e Direitos Humanos da Polícia Militar de Alagoas foram até o local para negociar a desobstrução da BR. Segundo o capitão PM Sampaio, a proposta levada aos manifestantes foi de que desocupassem a rodovia para esperar uma reunião que vai ocorrer amanhã, 17, na fazenda Barro Vermelho, em Flexeiras, com técnicos e o superintendente do Incra, Gino César. O trecho bloqueado foi liberado por volta das 17h30. ?Não podemos interferir em problemas internos do movimento?, argumentou Gino César, explicando que fora oficialmente informado pela coordenação nacional de que as pessoas que comandaram o bloqueio não agiam em nome do MLST. Na avaliação do superintendente do Incra, ceder à pressão de grupos que agem isoladamente é um risco para todo o movimento dos sem-terra, além de significar desperdício de esforço e de recursos do Instituto.

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