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Vigia preso com arma de testemunha contra Jesse

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LUIZA BARREIROS O vigilante Walter Paulo dos Santos foi preso e autuado em flagrante por porte ilegal de uma pistola PT 380, pertencente ao soldado PM Israel Francisco dos Santos, assassinado na noite do último domingo. Apesar de em seu depoimento Walter Paulo ter dito que a arma havia sido emprestada a ele por Israel, de quem disse ser amigo, a polícia vai investigar a possível ligação do vigilante com o assassinato ocorrido no último domingo, 12, em Ponta Grossa. Israel Francisco era considerado a principal testemunha contra o vereador e policial civil Jesse James Viana, o ?Neno?, que se encontra preso no Baldomero Cavalcanti, condenado por um duplo homicídio ocorrido no ano passado, em Coruripe. Criminalística ?Ao que parece, ele [Walter] está falando a verdade, mas o Instituto de Criminalística fará o exame residuográfico nas mãos dele e o de balística na arma para tirar qualquer dúvida?, afirmou o delegado Ivanildo Inácio de Brito, do 1º Distrito, responsável pela autuação do flagrante. Walter Paulo foi preso na segunda-feira, depois de ter sido abordado em um ponto de ônibus do Centro, quando voltava do bairro do Mocambo, onde trabalha como vigilante de uma padaria e de um mercadinho. Ele disse que só ficou sabendo do assassinato do soldado Israel quando entrou na viatura e disse aos policiais o nome do dono da pistola. Versão ?Conheci o soldado Israel há cinco meses, em um bar, e ficamos amigos. Quando ele soube que eu estava trabalhando desarmado na vigilância de uma área perigosa, me ofereceu a pistola que ele tinha, sem registro?, contou. ?Se eu soubesse que ele tinha sido assassinado, não sairia com a arma?, alegou. O depoimento de Walter Paulo e os resultados das perícias técnicas serão encaminhados ao delegado Carlos Alberto Reis, que preside o inquérito sobre o assassinato do soldado Israel. O vigilante negou que trabalhe para o deputado Luiz Pedro (PDT), fazendo a vigilância de seus conjuntos. ?Trabalhei para ele como cabo eleitoral na eleição, mas sou pago pelo dono da padaria e do mercadinho para fazer o trabalho de vigilante?, garantiu.

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