Cidades
Apoio e solidariedade de vizinhos
Os irmãos do comerciário assassinado contaram que Tony Herbert, apesar de estar desempregado, era uma pessoa trabalhadora e esperava o resultado de uma proposta de emprego numa loja do comércio de Maceió, quando foi assassinado. ?Já aos 15 anos, ele teve seu primeiro emprego, ajudando o avô em uma barraca no Mercado da Produção. Depois disso, ele trabalhou em um supermercado e lojas de sapatos da cidade?, disse a irmã da vítima, Tícia Emanoel da Silva, 23. Eles também informaram que a vítima não tinha problemas com a polícia. ?Ele chegou a ser detido só uma vez, quando era menor, por causa de uma briga?, disse a mãe de Tony, Vera Lúcia da Silva, lembrando que a namorada do filho, após saber do crime, entrou em estado de choque, sendo necessária a ajuda de psicólogos para poder se recuperar. ?Às vezes, estou trabalhando e de uma hora para outra, lembro dele. Deixo tudo o que estou fazendo e corro para casa. A dor é muito forte?, acrescentou ela, ressaltando que toda a família ainda está traumatizada com o crime. Segundo ela, dezenas de pessoas compareceram ao sepultamento de Tony Herbert, dia 23 de novembro, no Cemitério de São José, no Prado. Morando próximo ao 3º Distrito Policial, os familiares do comerciário assassinado vêm recebendo o apoio e a solidariedade dos vizinhos. ?Não dá para entender o que fizeram com ele. Foi um crime com requintes de crueldade?, disse um vizinho da vítima, Alexandre dos Santos. ?Tony era um rapaz bom e prestativo. Toda vez que lembro dele, começo a chorar. Foi uma perda grande para a família dele?, acrescentou outra vizinha do comerciário, que não quis se identificar. ?Tony trabalhou com a gente por um período curto, mas durante o tempo que ficou aqui foi um funcionário correto, que não tinha problemas para exercer as suas funções?, disse o gerente de uma loja de sapatos onde a vítima trabalhou, que também pediu para não ser identificado. (DJ)