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M�e promete apresentar testemunha

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Vera Lúcia, mãe do comerciário Tony Herbert Roberto da Silva, prometeu ontem encaminhar uma testemunha importante da morte de seu filho para conversar com o representante dos Direitos Humanos da OAB-AL e do Estado. Um amigo de Tony, conhecido pelo apelido de ?Orelha?, que vem sofrendo pressões da polícia para depor, prometeu contar o que sabe ao advogado Everaldo Patriota, inclusive revelando nomes de policiais suspeitos. Outro rapaz, amigo de Tony, teve sua casa invadida por policiais à paisana, portando pistolas e metralhadoras. Ele tem seu nome guardado em sigilo, pois fugiu do Estado temendo ser assassinado pelos matadores do comerciário. ?Foi um dos que prestaram depoimento e por isso está sofrendo ameaças?, declarou Tília Emanoel, irmã de Tony. Até a manhã de ontem, o delegado do 3º Distrito, Carlos Alberto Fernandes Reis, não havia recebido resposta ao ofício que encaminhou à Polícia Militar, na última sexta-feira, no qual solicita informações e nomes de policiais suspeitos. O crime O comerciário Tony Herbert foi detido por uma equipe da Guarda Municipal, que realizava trabalho para a Supe-rintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), na noite de 21 de novembro, próximo à unidade do Exército (CSM), no Centro. Ele teria sido acusado de arrombar um veículo Pampa, pertencente a José Maria Lamenha Lins. Os guardas municipais garantem ter entregue o preso para uma guarnição da PM, que estava numa viatura Blazer, na qual havia escrito Patamo, no vidro traseiro. A detenção de Tony foi confirmada por várias testemunhas que já prestaram declarações na Delegacia do 3º Distrito. A PM diz que desconhece oficialmente a prisão do rapaz, pois não há registro. O comandante do Policiamento da Capital, coronel Antônio Pimentel, mandou recolher escalas de serviço e armas usadas na noite de 21 de novembro, quando Tony Herbert desapareceu. Ele confirmou que existem viaturas Patamo no Bope, o Batalhão de Operações Especiais da PM, e na Radiopatrulha. Tony Herbert foi encontrado morto, com um tiro na cabeça e apresentando sinais de tortura, no final da tarde do dia seguinte ao seu desaparecimento, 22 de novembro, num terreno cercado pela Braskem, no Pontal da Barra, exatamente por causa das ?desovas? que ocorriam no local, uma área desabitada que hoje é freqüentada somente por funcionários da indústria. Leia mais na página A14

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