Cidades
OAB pede apura��o da morte de comerci�rio
EDNELSON FEITOSA O advogado Everaldo Patriota, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Alagoas e presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, reivindicou, em reunião com o secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, e o comandante da Polícia Militar, coronel Edmilson Cerqueira, que o assassinato do comerciário Tony Herbert Roberto da Silva, 24, ocorrido em 21 de novembro, seja apurado com rigor e que os acusados sejam presos. Tony Herbert foi encontrado morto com um tiro na cabeça, perto da Braskem, no Pontal da Barra. O corpo apresentava sinais de tortura. Tony Herbert havia sido levado numa viatura da Polícia Militar, no último dia do Maceió Fest, 21 de novembro passado, e apareceu morto menos de 12 horas depois, com a língua e dedos arrancados, além de marcas de sevícias em outras partes do corpo. O crime está sendo investigado pelo delegado do 3º Distrito, Carlos Alberto Fernandes Reis, que disse acreditar na participação de PMs no homicídio. No entanto, a comerciante Vera Lúcia Roberto da Silva, 43, mãe da vítima, revelou que havia pessoas na Polícia Civil que ?não gostavam? de seu filho. Afronta Segundo Everaldo Patriota, a Comissão de Direitos Humanos da OAB-AL e o Conselho dos Direitos Humanos do Estado, entidade da qual é presidente, não vão aceitar que o crime fique impune. ?Na próxima reunião do Conselho Estadual de Segurança Pública vou denunciar o caso, pois considero que houve uma afronta à sociedade?, afirmou ele. O representante da OAB-AL confirmou que esteve com Vera Lúcia, com quem pegou cópias de depoimentos à polícia, e pediu à família que a qualquer indício de ameaça que venha a sofrer informe de imediato, para que possa adotar providências junto ao secretário de Defesa Social. Patriota advertiu que não tinha conhecimento das ameaças, principalmente contra Tícia Emanoel, 23, irmã de Tony Herbert, que chegou a ser seguida por desconhecidos quando se dirigia ao trabalho. Ela é apontada pela polícia como testemunha-chave do inquérito, porque indicou as pessoas que viram quando seu irmão foi colocado dentro de uma viatura Patamo, próximo à TIM, na Praia da Avenida. Dez testemunhas foram ouvidas pela polícia e confirmam a versão. O advogado Everaldo Patriota não quis comentar a participação de PMs no crime, porque, segundo ele, ?ainda é cedo e isto quem vai dizer é o inquérito?.