Cidades
Incra culpa burocracia
O ouvidor agrário do Incra, Valdivan Raimundo dos Santos, informou que as principais reivindicações dos manifestantes do MTL dependem da resolução de algumas pendências para serem cumpridas no que se refere ao processo de desapropriação de áreas. Caso a caso ?No caso da Fazenda Pedra Branca (Campestre) o decreto de desapropriação da área já foi assinado e liberado, enquanto o processo da Buenos Ayres (Maragogi) será discutido, nesta sexta-feira, pelo Conselho Diretor do Incra que decidirá sobre a liberação da área para o processo de reforma agrária?, disse ele, acrescentando que a Fazenda Belo Horizonte (Novo Lino) aguarda o parecer jurídico da Procuradoria Geral da União para que possa ser dada continuidade ao processo, que se arrasta há quase dez anos. Ele informou ainda que a desapropriação da Fazenda Boa União (Porto Calvo) depende de pendências de cartório dos proprietários, já que a área pertence a vários herdeiros. ?Fizemos de tudo para que os trechos fossem interditados o quanto antes. O ouvidor agrário nacional, Gercino Filho, também foi mobilizado para tentar resolver o problema?, acrescentou Valdivan Raimundo. Ele informou também que o presidente nacional do Incra, Rolf Hackbart, estará na próxima semana em Maceió, dia 21, discutindo a problemática da reforma agrária no Estado com os movimentos sem-terra.