Cidades
M�dicos ligam superlota��o � falta de sa�de b�sica
FÁBIA ASSUMPÇÃO Para o Conselho Regional de Medicina, o quadro caótico da Unidade de Emergência é conseqüência da falta de políticas públicas que melhorem o atendimento de base. ?Faltam postos de saúde e mais investimentos no Programa Saúde da Família?, critica diretora do Conselho Gilva Ramos. A ouvidora da UE, Tereza Lisieux Ferro, disse que boa parte dos pacientes atendidos no Pronto-Socorro não deveria estar ali, pois seriam casos clínicos. ?Houve o caso de uma pessoa que chegou com um paciente com um problema de calo no pé, e só não fez um escândalo porque o médico pediu que ela procurasse um clínico no outro dia?. Reforço O diretor-geral da Unidade de Emergência, Marcos Sampaio, reconhece que o problema da superlotação é grave. Mas diz que a situação estava ?muito pior? há seis meses. Com 136 leitos, o hospital estava ontem com 170 pacientes, além dos 10 da UTI. O hospital recebeu um reforço de 34 leitos no Hospital Escola José Carneiro e mais quatro na UTI, mas isso não resolve de todo o problema de superlotação, pois falta o suporte de equipamentos e médicos para as necessidades dos pacientes, mesmo os portadores de doenças crônicas, que precisam ficar mais tempo internados. ?Estamos pedindo a construção de um segundo pavilhão no Hospital José Carneiro para aumentar em mais 60 leitos a capacidade do Pronto-Socorro?, afirma Sampaio. Por dia, são feitos cerca de 450 atendimentos na UE. ?Em todos os minipronto-socorros da capital, por exemplo, onde o número de profissionais é bem menor, são feitos quase 350 atendimentos por dia, o equivalente a quase o que é feito aqui?. Unidade do Agreste Mesmo com a entrada em funcionamento da Unidade do Agreste, em Arapiraca, os problemas da superlotação na UE persistem. ?Reduzimos o número de atendimento de casos de trauma, mas os casos clínicos daquela região continuam vindo para cá?. Sampaio disse que, além da deficiência no atendimento nas unidades de atenção básica e no PSF, existem outros motivos que também levam o pronto-socorro a receber pacientes que não são de urgência e emergência. SUS Marcos Sampaio citou, como exemplo, o caso de cirurgias cardíacas feitas pelo SUS em hospitais particulares, onde os pacientes recebem recomendação de procurar a UE no caso de terem alguma complicação pós-operatória. Segundo Marcos Sampaio, a situação é pior nos anos eleitorais. Durante o período de eleições, é grande o número de políticos que encaminham pacientes para o Pronto-Socorro. E após o período eleitoral, muitos prefeitos que perdem seus mandatos não dão mais atenção ao setor de saúde e os pacientes acabam vindo parar em Maceió.W