Cidades
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O drama da superlotação atingiu também o servente de pedreiro José Gerônimo, 40. Ele agonizava e respirava com ajuda de um equipamento de oxigênio, deitado sobre uma maca. O sobrinho dele, Luiz Carlos, não soube explicar qual era o seu problema. Só disse que o tio estava internado havia seis dias no hospital. ?Ele ainda chegou andando e falando. Agora, não fala nem consegue mais andar?. Mesmo sem ser médico, Luiz Carlos avaliava que o tio estava em coma e precisava estar numa UTI. Ao notar a presença da imprensa, vários médicos demonstraram a insatisfação com o caos vivido pelo hospital. ?É preciso denunciar essa situação! No Ceará, o número de leitos na UTI só foi ampliado depois que saiu nacionalmente que os pacientes estavam morrendo?, gritava um dos médicos da UTI. De acordo com a presidente do Sindicato dos Médicos, Edilma Barbosa, foram os próprios profissionais da UE que denunciaram a situação. ?Esse é um problema antigo que vem cada vez mais se agravando?, afirmou Edilma. Ela disse que essa situação piora ainda mais as condições de trabalho dos profissionais da unidade e coloca em risco a vida dos pacientes. Os médicos têm direito apenas ao adicional de insalubridade de R$ 136 sobre o salário. ?E os novos nem a isso têm direito?, denunciou. Nessa situação, ela diz que não é possível acusar os médicos de negligentes. Continua na página A14