loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Morte e descaso no Pronto-Socorro de Macei�

Ouvir
Compartilhar

FÁBIA ASSUMPÇÃO Rever a mesma cena de um filme de terror. Essa foi a sensação dos dirigentes do Conselho Regional de Medicina (Cremal) e do Sindicato dos Médicos, numa vistoria de surpresa, ontem, à Unidade de Emergência Armando Lages (UE), a maior do Estado. Pacientes espalhados pelo chão dos corredores, em macas improvisadas ou recebendo soro sentados em cadeira de rodas e recém-saídos do centro cirúrgico deitados em colchões no chão. A denúncia de superlotação na UE foi feita pelos próprios médicos da unidade. A situação constatada será transformada em relatório a ser encaminhado, na próxima semana, ao Ministério Público Estadual. ?Queremos que o Ministério Público determine que sejam tomadas medidas para resolver de uma vez por todas o problema?, afirmou Gilva Ramos, diretora do Cremal. Ela lembrou que há um ano o Cremal fez uma vistoria idêntica no hospital e pouca coisa mudou desde então. Mortes Em menos de uma hora, foi possível presenciar a morte de pelo menos duas pessoas por parada cardíaca. Nos corredores, o odor de podre provocado por fezes, vômito e sangue dos pacientes era insuportável. No apertado corredor, Maria Lúcia de Oliveira reclamava das precárias condições de atendimento a sua mãe, Júlia de Oliveira Silva, 72, internada desde a segunda-feira, depois de sofrer um acidente vascular cerebral. Lúcia denunciava que a família foi obrigada a conseguir R$ 950,00 para fazer uma angioplastia na Santa Casa de Misericórdia de Maceió, porque a UE não dispunha desse exame. ?E a situação fica pior quando a gente vai à procura dos médicos e eles não dão a mínima assistência?, protestava.

Relacionadas