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Advogados tentam libertar acusado

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No pedido de habeas corpus, os advogados Raimundo Palmeira e Graça Patriota afirmam que no decreto de prisão há ?falta de fundamentação e de indícios de autoria? e outros requisitos para a prisão do delegado Valdir Carvalho. Raimundo Palmeira disse que a decretação da prisão de Valdir Carvalho foi baseada especificamente em declarações de duas pessoas ? Garibalde Amorim e Fernando Fidélis ? envolvidas em outros crimes. ?A decretação da prisão do delegado Valdir Carvalho não tem fundamentação e nem outros requisitos para que fosse decretada. O delegado tem bons antecedentes, é uma autoridade, não responde a nenhum processo, tem residência fixa e é primário. A decretação da prisão do delegado teve como base declarações de duas pessoas envolvidas em outros crimes, o que estabelece uma diferenciação. Eu creio que se a juíza analisasse o pedido com um pouco mais de tranqüilidade, ia perceber que não existiria fundamento para que fosse decretada, mas creio que o Tribunal de Justiça vai revogar essa decisão?, comentou Palmeira. Apurações A GAZETA apurou que os promotores Marcus Mousinho e Alfredo Gaspar de Mendonça Neto investigam a participação do delegado Valdir Carvalho, do ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante e do soldado PM Fininho em outros crimes, que foram denunciados por Garibalde Amorim e Fernando Fidélis. Os promotores também receberam informações sobre a suspeita da participação desse grupo no assassinato do policial civil José Carlos da Silva Ferreira, o Ferreirinha, executado com 12 tiros de pistola 380, na noite do último dia 1º de dezembro. Ferreirinha teria sido assassinado por ?queima de arquivo?. Ele seria ligado ao grupo de Manoel Francisco Cavalcante e teria sido citado por Garibalde como envolvido em crimes praticados pelo grupo. Os promotores investigam o trabalho do delegado Valdir de Carvalho no 6º Distrito, o que poderia, segundo eles, levar ao esclarecimento de vários crimes naquela área. Os dois promotores pediram que o delegado Valdir Carvalho, o ex-tenente-coronel Cavalcante e o soldado Fininho sejam ouvidos sobre o crime na 2ª Vara Especial Criminal logo após o fim do recesso da Justiça, em fevereiro. A data para os depoimentos já foi marcada: 4 de fevereiro de 2005.

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