Cidades
Bope é acionado em novo caso de artefato de bomba em Maceió
Polícia Civil designou comissão de delegados para investigar ocorrências com bombas na capital
Três casos de bombas, que mobilizaram as autoridades de segurança, estão em investigação na capital alagoana. O último registro foi nesta sexta-feira (25), quando o Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi acionado para verificar a suspeita de existência do artefato em um canteiro no bairro do Farol, em Maceió.
O caso ocorreu em frente ao galpão da Secretaria de estado da Fazenda (Sefaz), localizado na Rua Joaquim Nabuco. O item suspeito foi encontrado por servidores da Sefaz, que precisaram evacuar o galpão do órgão.
O possível simulacro foi feito de garrafa pet, fita adesiva e algo que se assemelhava a um fio. De acordo com o sargento Francelino, do Bope, o material será periciado para que possa ser confirmado se havia algum material explosivo dentro da garrafa.
“Pelo que estamos vendo, tratava-se de um simulacro, mas se tivesse explosivo dentro, com a nossa contracarga que utilizamos para poder abrir esse material, teriam sido bem maiores as dimensões. O que notamos é que é semelhante aos explosivos que foram encontrados nos últimos dias , mas cremos que tenha sido somente simulacro. Vamos mandar para a perícia para que seja analisado se tinha alguma substância dentro ou não. A perícia científica é que vai dizer”, afirmou o militar.
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COMISSÃO DE DELEGADOS
Uma comissão de delegados vai investigar as ocorrências com artefatos em Maceió, este mês, nos bairros Trapiche da Barra, Centro e Farol. Adriana Gusmão e Nivaldo Aleixo, sob a coordenação de Lucimério Campos vão conduzir os trabalhos para identificar os suspeitos.
Sobre o caso em frente ao prédio pertencente à Sefaz, a Polícia Civil já sabe que existem e solicitou imagens de estabelecimentos localizados nas imediações onde foi deixado o material.
Até agora, segundo a Polícia Civil, não há indícios de ligação entre os casos registrados nos dias 10, 21 e hoje.
CATADOR É A PRIMEIRA VÍTIMA
O primeiro caso registrado na capital alagoana foi em 10 de novembro, quando o catador de lixo recicláveis Jorge Quirino, de 50 anos, foi atingido por uma explosão enquanto recolhia latinhas de refrigerante em uma rua situada no centro de Maceió. O homem, identificado como Jorge Quirino da Silva, de 50 anos, que vive em situação de rua, teve uma das mãos dilaceradas.
O fato aconteceu na Rua Dr. Costa Leite, para onde o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e fez o atendimento da vítima, que foi encaminhada ao Hospital Geral do Estado (HGE). Além dos graves ferimentos na mão, ele também apresentava ferimento na região do rosto, braços e tórax. Apesar dos ferimentos, a vítima estava consciente quando foi socorrida pelo Samu.
A Polícia Militar (PM) também foi acionada para a ocorrência. Os militares devem averiguar se as latinhas, onde estariam os possíveis explosivos, ainda representam algum tipo de risco para a população. O local onde aconteceu o fato foi isolado.
A explosão causou apreensão entre os moradores da localidade, que informaram que é comum o descarte irregular de lixo na região. Reginaldo Bastos, que trabalha em um dos prédios da região, contou que o barulho da explosão foi muito alto e que, após ela ocorrer, só foi possível ver a vítima rolando no chão.
Após receber alta médica, ele prestou depoimento à Polícia Civil e contou detalhes do que aconteceu.
Explosivo no HGE
O delegado Nivaldo Aleixo, do 22º Distrito da Capital, que apura a a explosão de uma bomba na área externa do Hospital Geral do Estado (HGE) já afirmo que os trabalhos relacionados ao caso estão adiantados, mas que não poderá repassar mais detalhes para não prejudicar as investigações.
A explosão atingiu um servidor terceirizado do hospital, que precisou ter a mão amputada. Outras duas pessoas também ficaram feridas.
O delegado afirmou que sua equipe vem trabalhando no caso, porém, no momento, preferiu não dar detalhes para não prejudicar as investigações. Ele adiantou que, assim que o caso estiver totalmente esclarecido, tudo será passado para a imprensa, em entrevista coletiva.
O explosivo foi deixado em um canteiro de plantas, localizado na área externa da unidade hospitalar. O funcionário terceirizado, que pertence ao setor de serviços gerais, estava trabalhando no local, quando fez o manuseio de um material que, rapidamente, explodiu em sua mão.
Ele passou por procedimento cirúrgico, tendo a mão amputada devido à gravidade dos ferimentos. Outras duas pessoas, no entanto, sofreram apenas escoriações com a explosão do artefato, formado por ximbras e pregos.
Logo após o incidente, militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) interditaram a entrada da unidade hospitalar para o trabalho da perícia do Instituto de Criminalística (IC). Depois de todos os procedimentos, o local foi liberado.