Cidades
Delegado visitava Cavalcante na pris�o
GILVAN FERREIRA Os promotores Marcus Mousinho e Alfredo de Gaspar de Mendonça dizem ter levantado provas sobre os ?freqüentes encontros? do delegado Valdir Carvalho com o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, no presídio Baldomero Cavalcanti. Uma das visitas aconteceu em 8 de novembro de 2002, véspera do assassinato de Ebson Vasconcelos. Carvalho foi ao encontro de Cavalcante acompanhado do soldado ?Fininho?, acusado de ser o autor dos disparos que mataram Ebson Vasconcelos. Esses encontros nunca eram registrados no livro de visitas do presídio Baldomero Cavalcanti. ?O delegado Valdir Carvalho tinha acesso diferenciado; ele não assinava o livro de registros do presídio, mas mesmo assim foi comprovado que uma das visitas aconteceu na véspera do assassinato de Ebson Vasconcelos?, dizem os promotores. Corporativismo A decretação da prisão do delegado do 4º distrito, Valdir da Silva Carvalho, despertou o espirito corporativista na Polícia Civil. Vários delegados foram para a Secretaria, a fim de evitar que a imprensa tivesse acesso ao local, evitando imagens e fotografias do delegado Valdir Carvalho. O secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, passou parte da noite negociando a mudança do local onde Carvalho cumprirá o período de prisão preventiva. Outra frente, que envolvia os advogados do delegado Valdir Carvalho, tentava ganhar tempo para conseguir um habeas corpus no Tribunal de Justiça de Alagoas. TJ Segundo o promotor Marcus Mousinho, a decisão de libertar o delegado Valdir de Carvalho dependia do presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Washington Luiz. Habeas corpus Os advogados do delegado Valdir Carvalho, Maria das Graças Patriota e Raimundo Palmeira, entraram com habeas corpus, com pedido de liminar, que obrigaria a uma decisão imediata do Tribunal de Justiça, por volta das 22h. Os advogados alegaram que não haveria razão para a decretação da prisão do delegado, que, diferente da decisão da juíza Nirvana de Mello, não seria uma ameaça à ordem pública. A assessoria do presidente do Tribunal de Justiça informou que o pedido de habeas corpus poderia ser julgado ainda durante a noite de ontem. Outra possibilidade era a decisão do desembargador Washington Luiz ser transferida para o plantão de hoje, o que determinaria a transferência do delegado Valdir Carvalho para a prisão.