loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 23/07/2026 | Ano | Nº 6273
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Caso Vianna: ju�za manda prender delegado

Ouvir
Compartilhar

GILVAN FERREIRA O delegado do 4º Distrito de Maceió, Valdir da Silva Carvalho, foi preso ontem por ordem da juíza substituta da 2ª Vara Criminal, Nirvana de Mello. O delegado foi denunciado pelos promotores Alfredo Gaspar de Mendonça, da 2ª Vara Criminal, e Marcus Mousinho, da 3ª Vara Criminal, como um dos envolvidos no assassinato de Ebson Vasconcelos, o Eto, que ocorreu em 9 de novembro de 2002, no Centro de Maceió. Ebson Vasconcelos era considerado uma das principias testemunhas do assassinato do tributarista Sílvio Vianna, ocorrido em outubro de 1996, em Ipioca. Segundo os promotores, Eto foi morto como ?queima de arquivo?. Além de Valdir Carvalho, a juíza Nirvana de Mello decretou a prisão do ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, que já cumpre pena no presídio Baldomero Cavalcanti, e do PM Emanuel Guilherme da Silva, o ?Fininho?, segurança particular do deputado estadual João Beltrão (PMDB). Os três acusados também foram denunciados por formação de quadrilha. Segundo os promotores, a morte de Eto foi ?tramada? por Manoel Cavalcante, que teria ?dado a ordem? ao delegado Valdir Carvalho para ?cuidar? da execução. Os promotores levantaram provas de que foi o soldado Fininho quem atirou em Eto. No relatório encaminhado à juíza Nirvana de Mello, os promotores revelam que, mesmo preso, Manoel Francisco Cavalcante ?continua comandando uma série de ações criminosas?, que receberiam ?apoio logístico? do delegado Valdir da Silva Carvalho, primo de Cavalcante. ?Mesmo preso, o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante detém uma forte e decisiva atuação na quadrilha. No tocante ao denunciado Valdir da Silva Carvalho, cabe o apoio logístico e o agenciamento dos criminosos, facilitando a realização dos delitos face à sua especial condição de delegado de polícia?, diz o relatório dos promotores Marcus Mousinho e Alfredo Gaspar de Mendonça. Os promotores chegaram aos três acusados com ajuda do ex-PM Garibalde Amorim e de Fernando Fidélis, ex-integrantes do grupo do ex-tenente-coronel Cavalcante. Garibalde e Fidélis contaram aos dois promotores supostos crimes cometidos pelo grupo de Cavalcante. Além dos depoimentos, os promotores afirmam que conseguiram ?fortes elementos? contra Cavalcante e o delegado Valdir de Carvalho, considerado o ?braço de apoio? do ex-militar. Os promotores também pediram a prisão e o indiciamento de outras pessoas envolvidas no assassinato de Ebson Vasconcelos. Os nomes estão sendo investigados pela cúpula da Secretaria de Defesa Social, que mantém sigilo sobre os suspeitos.

Relacionadas