Cidades
ONGs tentam atenuar fome durante Natal
BLEINE OLIVEIRA Solidariedade e cidadania são conceitos que voltam à tona, quando chegam as festas natalinas. Todos querem ajudar o próximo, nem que seja em um Natal sem fome. A GAZETA ouviu participantes de organizações não-governamentais e especialistas no assunto para saber até onde vai o velho e surrado assistencialismo, e aqueles que de fato se dedicam à solidariedade e à cidadania. Unindo conceitos desses especialistas, chega-se a uma palavra em voga: o Terceiro Setor: o conjunto de instituições sem fins lucrativos, de caráter voluntarista, cujo objetivo é o desenvolvimento político, econômico, social e cultural do meio em que atuam. Ir a um abrigo entregar presentes a idosos e crianças é um gesto que se intensifica em dezembro, mês em que as pessoas ficam mais sensíveis, facilitando o trabalho dos voluntários de entidades como a Ação Cidadania Contra a Fome, a Miséria e pela Vida, organização não-governamental que realiza a campanha Natal Sem Fome. Atuando em Alagoas há 12 anos, a ONG espera arrecadar 60 toneladas de alimentos até hoje, quando a campanha será encerrada. Voluntariado Atingir esse volume de alimentos exige grande esforço dos voluntários e só é possível atingi-lo graças a doações de peso como as 40 toneladas ofertadas pela Telemar, e 10 toneladas pelo Serviço Social da Indústria (Sesi/Alagoas). As outras 10 toneladas que fazem a campanha Natal Sem Fome atingir os seis mil quilos resultam de doações de menor porte, feitas individualmente. Toda a arrecadação será entregue às entidades cadastradas pela ONG, entre elas a Associação dos Hemofílicos que, como outras, se envolveu no trabalho de levar a campanha às ruas. Embora desenvolva projetos na área de educação e geração de emprego e renda, passado o Natal a organização Ação e Cidadania terá, então, que aguardar um novo momento para voltar a estimular o espírito de caridade dos alagoanos.