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Desfecho dos crimes est� emperrado na Justi�a

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Policiais Civis indiciados após operação crimosa Chacina do Edifício Solaris Data do crime: Janeiro de 1995 Vítimas: Nilo de Souza Mello, Wellington Soares dos Santos, Maurício Levi Abreu, Jeanine George dos Santos, Agnaldo Florêncio, Jorge Ricardo Soares e Marcelo Ferreira. Acusados: Marcos Antônio Barbosa Guimarães, José de Azevedo Amaral, Cícero Torres Sobrinho, José Roberto Alves, José Félix da Silva e Antônio Alves do Nascimento Descrição: Tudo começou com uma denúncia anônima de que os autores de um assalto a uma agência bancária estavam hospedados no condomínio Solaris, no bairro de Cruz das Almas. A Polícia Civil capturou um dos suspeitos, que levou a diligência até seus comparsas. Os supostos bandidos estavam hospedados em três apartamentos e, segundo os autos do processo, a polícia adentrou em cada um dos recintos desferindo rajadas de metralhadora. A partir daí iniciou-se uma série de três tiroteios que culminou com a morte das sete pessoas, todas do próprio bando. Existe a suspeita de que os criminosos eram integrantes dao Comando Vermelho, poderosa facção criminosa do Rio de Janeiro. Diante dos fatos, além dos policiais, o chefe de serviço da delegacia de Roubos e Furtos, Marcos Barbosa Guimarães, o delegado Cícero Torres e o ex-Secretário de Segurança José Amaral foram indiciados por comandarem a desastrosa (e criminosa) operação policial. Situação na Justiça: O processo encontra-se fase de instrução na 2ª Vara Criminal de Maceió. Até o momento ninguém foi condenado e uma nova audiência está marcada para fevereiro de 2005. ?Limpeza de traficantes? tira vidas inocentes Chacina da Praça Arnon de Mello Data do crime: 15 de novembro de 1996 Vítimas: Maria de Fátima Martins, Maria das Graças da Silva, Marcos Henrique da Silva, Benivaldo Moura da Silva, Wagner Silva Júnior e Fábio de Araújo. Acusados: Jovânio de Brito Silva e Ronaldo Barbosa da Silva. Descrição: O juiz Hélder Loureiro esteve por um ano no julgamento deste caso que indiciou dois ex-policiais militares como principais suspeitos. Segundo o juiz, a principal motivação para a chacina foi a ?limpeza? de traficantes e usuários de drogas na região do bairro do Sanatório, local do crime. Seis pessoas foram metralhadas por ocupantes de um opala preto que circulava pela área na noite do atentado. Quatro delas morreram e, dos dois sobreviventes, um ficou paraplégico. O caso teve desdobramentos e mais um homicídio foi cometido em decorrência do processo. Durante o plenário do júri, uma das testemunhas, a dona de casa Maria José dos Santos, reconheceu os acusados. Ano passado, ela foi assassinada. A família da testemunha acusa Ronaldo Barbosa como mandante do crime. A GAZETA contatou a família de Wagner Silva Júnior, o jovem que ficou paraplégico com a chacina, mas não obeteve sucesso. ?Preferimos esquecer tudo isso?, diz Nazaré Gaudêncio, mãe da vítima. Situação na Justiça: Ronaldo Barbosa da Silva foi condenado a 52 anos de prisão. Jovânio de Brito recorreu da sentença e conseguiu adiar o resultado final de seu julgamento. O juiz Hélder Loureiro denuncia que, mesmo com o veredicto decretado, Ronaldo Barbosa continua solto.

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