loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Chacinas correm risco de impunidade em AL

Ouvir
Compartilhar

FERNANDO COELHO Os crimes sem solução estampam uma mancha de violência que, a cada dia, fica mais difícil de ser apagada dos capítulos da história alagoana. As causas para a impunidade são de fácil identificação - o medo das testemunhas, a morosidade da Justiça, as articulações políticas dos envolvidos ? e arrastam o andamento de processos sem fim que travam na lentidão do poder judiciário. De posse de um relatório elaborado pela Comissão de Direitos Humanos da OAB/AL, a GAZETA traz à tona a atual situação dos processos que investigam algumas das chacinas de maior repercussão em Alagoas nos últimos anos. Desde a Chacina da Praça Arnon de Mello, uma das mais famosas, ainda em 1996, até a recente Chacina da Locadora, ocorrida sete anos depois e, curiosamente, distante geograficamente apenas algumas quadras da primeira. As motivações são variadas, mas predominam as ações de grupos justiceiros que mantêm estreitas ligações com as altas esferas do poder. ?Eles estão dispostos a ?limpar a área? dos ?maus elementos??, diz o juiz Hélder Loureiro, que esteve à frente do processo da Chacina da Praça Arnon de Mello. Ou ainda, como no caso da Chacina de União dos Palmares, na qual o Ministério Público suspeita da participação de policiais justiceiros conhecidos como integrantes do ?Movimento Ninja?. ?O delegado que assumiu o caso na época não se preocupou nem em fazer uma perícia criminal.?, diz Tácito Yuri, representante do MP no processo. Para o deputado estadual Paulão (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, ?a morosidade da Justiça é um dos principais problemas. Quanto mais tempo se passa para julgar um processo, menor é a indignação em torno dele?, afirma. Segundo o Código Penal Brasileiro, se no tempo máximo de 20 anos um processo não for resolvido o crime prescreve, ou seja, ninguém é condenado e a sensação de impunidade inebria o ar. Leia mais na página E7.

Relacionadas