Cidades
AL deve ter mais de 7 mil casos de câncer em 2023, aponta Inca
Estimativa do instituto mostra que neoplasias mais recorrentes devem ser as de pele não melanoma, próstata e de mama feminina
Alagoas deve ter mais de 7 mil novos casos de câncer no ano de 2023, conforme estimativa divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). Entre os tipos de neoplasias que mais devem acometer os alagoanos, estão os cânceres de pele não melanoma, com 1.750 casos; de próstata, com 930 casos; e o de mama feminina, com 690 ocorrências. Especialista alerta para os cuidados com a saúde e a importância dos exames preventivos.
Os números são maiores que os registrados na estimativa para o ano de 2020, por exemplo, quando eram previstos pelo Inca um total de 890 casos de câncer de próstata e 620 de mama feminina. Em relação a outros tipos de neoplasias, a previsão para 2023 também é mais alta. É o caso dos casos de câncer de cólon e reto, com estimativa de 430 casos em 2023 e 230 em 2020; e de traqueia, brônquio e pulmão, com 250 ocorrências em 2020 e previsão de 290 em 2023. Em relação ao câncer de pele não melanoma, que é o mais comum em todo o país, as ocorrências também devem crescer, tendo em vista que a precisão em 2020 era de 1.600 casos em Alagoas. Conforme da publicação Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil, a taxa de incidência do câncer de próstata deve ser de 57,15 para cada 100 mil habitantes. Já em relação ao câncer de mama feminina esse número é de 39,23. O terceiro tipo de câncer com a maior taxa é o de colo do útero, com 20,9%, seguido do cólon e reto, que deve afetar 13,08 dos homens e 12,48 mulheres a cada 100 mil habitantes. A taxa bruta em Alagoas, para todas as neoplasias, é de 209,37 casos para cada 100 mil habitantes. A maioria das pessoas acometidas por essas doenças são do sexo masculino, o que pode se justificar pelo fato histórico de os homens procurarem menos o médico e fazerem menos exames preventivos.
Maceió
Do total de casos previstos para o estado no próximo ano, 2.360 devem ocorrer na capital alagoana, uma taxa bruta de 232,82 registros a cada 100 mil habitantes. Desse total, 300 casos devem ser de câncer de próstata; 280 de mama feminina; 140 de cólon e reto; 120 de traquéia, brônquio e pulmão; 70 de estômago; 130 de cólon do útero; 100 de cavidade oral; 40 de leucemias, entre outros.
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