Cidades
Farm�cias amea�am suspender atendimento
FELIPE FARIAS As drogarias de Maceió ameaçam reduzir o horário de funcionamento e suspender o atendimento por um período, em protesto pela onda de assaltos denunciada pelo segmento. A medida será decidida numa das próximas assembléias convocadas pelo sindicato da categoria, segundo informou seu presidente, Cláudio Almeida, que teve seus dois estabelecimentos, situados no Clima Bom, assaltados duas vezes seguidas, este mês. A primeira drogaria, a filial do bairro, foi atacada no começo da noite de uma quinta-feira. No dia seguinte, à tarde, a matriz também foi alvo de assaltantes. ?A polícia até tem boa vontade para nos atender, mas não tem estrutura?, reclama. Segundo Almeida, o risco maior é que os ladrões não estão se interessando mais apenas pelo dinheiro dos caixas: exigem também remédios de uso controlado, o que o comerciante considera ser para uso como entorpecentes. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Alagoas (Sincofarma) denuncia que nenhuma das propostas debatidas numa reunião de empresários do setor com membros da cúpula da segurança pública, que teve a presença do governador em exercício, Luis Abílio, há cerca de dois meses, foi posta em prática. ?Logo depois que fomos assaltados, eu mesmo procurei uma companhia de polícia que fica perto, aqui no bairro mesmo. Nas duas vezes, só havia lá um policial?, relata Almeida. Grade de proteção Para reduzir o risco de ter os funcionários assaltados novamente, Almeida determinou que o atendimento aos clientes seja feito através de uma grade, que deveria estar sendo posta apenas à noite, mas que, segundo ele, pode ficar em caráter definitivo. E diz não ser o único estabelecimento na cidade a adotá-la. Outra medida foi desativar o balcão de atendimento de um correspondente bancário, que instalou há quatro meses. A suspensão desse serviço prejudicou a população. Cícero dos Santos, um dos usuários mais freqüentes nos últimos meses, disse que ficou com menos opções para efetuar os pagamentos de suas contas. ?Agora eu vou ter que ir até a pista?, reclama. Ele reconhece, porém, que o balcão do correspondente bancário funcionava como uma verdadeira ?isca? para os assaltantes. O presidente do Sincofarma cobra do próprio governador Ronaldo Lessa uma ação mais enérgica em relação ao problema. ?Acho que o governador não deve estar tendo conhecimento da situação por que passa a polícia; dessa falta de estrutura das unidades instaladas nos bairros?, reclamou Almeida.