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TJ nega habeas corpus a delegado

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O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas(TJ/AL), Washington Luiz, negou ontem habeas corpus impetrado pelos advogados do delegado do 4º Distrito, Valdir Silva Carvalho, acusado de envolvimento no assassinato de Ebson Vasconcelos, o Eto, uma das principais testemunhas do caso Sílvio Vianna. Eto foi assassinado em novembro de 2002, no centro de Maceió. No seu despacho, o desembargador Washington Luiz determina prazo de 24 horas para a juíza-substituta da 2ª Vara Criminal, Nirvana de Mello, responsável pela prisão do delegado, dar mais informações sobre o processo para que pudesse reexaminar um novo pedido de habeas corpus em favor do delegado, que aguarda a decisão do presidente do Tribunal de Justiça preso em uma cela do grupamento Tigre, no Farol. Além do delegado Carvalho, a juíza Nirvana de Mello determinou as prisões do ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante e do policial militar Emanuel Guilherme da Silva, o ?Fininho?, segurança do deputado estadual João Beltrão (PMDB). Fininho já é considerado foragido da Justiça e está sendo procurado por policiais do Tigre. Na denúncia dos promotores Marcus Mousinho e Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, o delegado Valdir Carvalho, que é primo do ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, que cumpre pena no presídio Baldomero Cavalcanti, seria responsável pela intermediação e execução das ?ordens? de Cavalcante para o grupo que ele ainda comanda de dentro do presídio, e que seria formado por policiais civis e militares. A denúncia do presidiário Eraldo Firmino de Oliveira Júnior, publicada na edição do último domingo da GAZETA, sobre um suposto plano do ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante para assassinar os juízes Marcelo Tadeu, de Batalha, e Hélder Loureiro, da 3ª Vara Especial Criminal ? responsável pela condenação do ex-militar por liderar a gangue fardada ? provocou reação do Tribunal de Justiça (TJ). A GAZETA apurou que a presidência do TJ vai pedir uma investigação sobre as denúncias do presidiário Eraldo Firmino e um reforço na segurança dos juízes, que presidiram processos contra Manoel Cavalcante.

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