Cidades
Pol�cia refor�a seguran�a de ju�zes amea�ados
O secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, e o comandante da Polícia Militar de Alagoas, coronel Edmilson Cavalcante, garantiram ontem reforço na segurança dos juízes Jerônimo Roberto e Hélder Loureiro, responsáveis pela prisão e condenação do ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante. O reforço da segurança vai incluir o aumento de pessoal, viaturas e mudança do arsenal dos policiais que fazem parte da segurança dos dois magistrados. As ações do plano de segurança não foram reveladas, mas a GAZETA apurou que os juízes reclamaram da fragilidade do esquema de segurança anterior, que foi implantado há seis anos. A decisão do reforço da segurança dos dois magistrados foi decidida depois do depoimento do presidiário Eraldo Firmino de Oliveira Júnior, que a GAZETA publicou na edição do último domingo. Firmino denunciou um suposto plano para assassinar os juízes que comandaram os processos contra os acusados de envolvimento nas ações da gangue fardada, comandada por Manoel Francisco Cavalcante. Segundo Eraldo Firmino, o ex-oficial da PM estaria planejando assassinar os juízes que trabalharam nos processos contra os integrantes da gangue fardada. Firmino afirmou que Manoel Francisco Cavalcante estaria planejando o assassinato dos juízes Hélder Loureiro e Marcelo Tadeu, que atuaram em processos contra ele. O presidiário afirmou que Cavalcante ainda estaria no comando de uma facção do crime organizado de dentro de sua cela do presídio Baldomero Cavalcanti, de onde ordena execuções e ações do seu grupo. Nirvana A juíza substituta da 2ª Vara Especial Criminal, Nirvana de Mello, que tinha cobrado dos órgãos de segurança pública a garantia de sua integridade física, vai receber reforço de policiais da PM. Ela foi a responsável pela decretação da prisão do delegado Valdir Silva Carvalho (solto ontem da prisão por habeas corpus do Tribunal de Justiça ? leia matéria nessa página), do ex?tenente-coronel Manoel Cavalcante e do soldado PM Emanuel Guilherme da Silva, o Fininho ? que continua foragido ?, acusados de envolvimento nos assassinatos do tributarista Sílvio Vianna, em 1996, e de Ebson Vasconcelos, o Eto, que ocorreu em 9 de dezembro de 2002, no Centro de Maceió. Eto era uma das principais testemunhas do caso Sílvio Vianna e tinha denunciado a participação de Manoel Cavalcante e do seu grupo no assassinato de Sílvio Vianna. (GF)