Cidades
Taxa de mortalidade pode ser maior
Ao analisar os óbitos entre menores de um ano, o IBGE faz uma distinção, estabelecendo três categorias, conforme o tempo de vida. A neonatal precoce corresponde ao período que vai do nascimento ao 6º dia de vida; a fase neonatal tardia, do 7º dia de vida ao 27º, e a pós-neonatal corresponde ao período que vai de 28 a 364 dias de vida. É nesta última que está incluído o índice de destaque negativo para o Estado: de acordo com o relatório Estatísticas do Registro Civil 2003, Alagoas apresenta um índice de óbitos de 58,1. O índice é maior que o da Região Nordeste (41,7), que a média brasileira (35,4) e quase o dobro do que foi apurado no Distrito Federal, o mais baixo do país: 28,4. Na categoria neonatal precoce, que corresponde ao período que vai do nascimento até o 6º dia de vida, o índice de Alagoas é o mais baixo do país: 28,8. Nessa categoria estão os índices mais altos de óbito. Para se ter uma idéia, nenhum Estado ou região obteve índice sequer na casa dos 30; todos são acima dos 40. A média da Região Nordeste é de 45,6 e a brasileira, de 48,9. Na categoria neonatal tardia, que vai do 7º ao 27º dia de vida, o Estado registrou índice de 13,1. A média da Região Nordeste é de 12,7 e a média brasileira, de 15,7. Todos os estados e regiões brasileiras apresentaram média inferior a 20 nessa categoria. O melhor desempenho foi o do Estado de Rondônia, que registrou índice de óbito de 9,2. Em outro item, o IBGE compara as taxas de mortalidade infantil apontadas pelo registro civil com as que são estimadas por técnicas demográficas indiretas. De acordo com o relatório, a taxa de mortalidade apurada pelo registro civil em Alagoas é de 15,3 por mil. Entretanto, as estimadas pelas técnicas indiretas apontam um índice bem mais alto: 50,0 por mil. Os índices da Região Nor-deste e do país foram, respectivamente, 14,4 (registro civil) e 36,9 (técnicas demográficas indiretas) e 15,6 (registro civil) e 20,2 (técnicas demográficas).