Cidades
AL tem maior �ndice de �bito infantil at� 1 ano
FELIPE FARIAS Alagoas tem o maior índice nacional de óbitos entre crianças de 28 a 364 dias de vida, situadas no período denominado de pós-neonatal. Esta é uma das conclusões do relatório Estatísticas do Registro Civil 2003, divulgado ontem pelo IBGE. O levantamento é feito com base nos dados sobre casamentos, divórcios e separações judiciais, nascimentos e óbitos repassados pelos cartórios de todo o país. No item sobre óbitos entre menores de um ano, o relatório mostra que o índice de Alagoas foi de 58,1. A média brasileira foi de 35,4 e da Região Nordeste, de 41,7. Subnotificação Mas o próprio documento adverte para o fato de que, como ?os registros apresentam sérios problemas, particularmente nas regiões Norte e Nordeste e, em menor grau, no Centro-Oeste, à exceção do Distrito Federal?, os dados deve devem ser examinados ?com ponderação?. Entre os problemas estão o subregistro e a subnotificação. O Estado ocupa também a 6a colocação entre os que possuem maior índice de registro tardio, de crianças registradas depois do ano em que nasceram, e a 11ª na proporção de mães com menos de 20 anos no total de partos. Casamento O relatório aponta ainda que houve aumento do número de casamentos, o que fez com que as uniões legais chegassem ao mesmo patamar de dez anos atrás. Em 2003, segundo o IBGE, foram realizados em todo o país 748.981 casamentos, cerca de 3 mil a mais que o total registrado em 1993, que foi de 745.826. O estudo atribui o aumento à realização de casamentos coletivos em vários estados brasileiros. A parceria entre a Igreja Católica e as prefeituras, segundo o IBGE, teve o objetivo de regularizar as uniões consensuais que havia entre esses casais, não legalizadas. Por outro lado, o relatório aponta também aumento gradativo no número de separações judiciais e de divórcios, de 17,8% e de 44%, respectivamente. Em 1993, houve 87.885 separações e 94.896 divórcios. Em 2003, foram registrados 103.529 separações judiciais e 138.676 divórcios. Mais cedo Os dados processados pelo instituto a partir das informações passadas pelos cartórios de registro civil mostraram, porém, que os brasileiras estão casando mais tarde, mas tendo seus filhos mais cedo. Em 1993, as mulheres casavam, em média, com 24 anos e os homens, com 27,5. Em 2003, ao casar, elas tinham, em média, 27,2 anos e os homens, 30,6. Por outro lado, em 1993, os filhos de mães adolescentes ou menores de 20 anos representavam 17,3% dos nascimentos. No ano passado, esse percentual subiu para 20,8%. ?A constatação do aumento da idade média no momento do matrimônio associada à maior participação do número de nascimentos entre mães em idades mais jovens sugere a necessidade de estudos sobre o comportamento reprodutivo das mulheres brasileiras?, diz o relatório.