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O caso e suas circunst�ncias estranhas

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Sílvio Carlos Luna Vianna foi assassinado em 28 de outubro de 1996. Ele voltava para Maceió, depois de ter passado o feriado do Dia do Funcionário Público na Barra de Santo Antônio. Os pistoleiros seguiram-no de carro e, num quebra-molas da AL-101 Norte, em Ipioca, emparelharam com o carro de Vianna e o fuzilaram com tiros na cabeça e tórax. O assassinato de Sílvio Vianna é um caso raro ? talvez único ? na crônica policial e jurídica do país, por duas circunstâncias. A primeira foi uma decisão tomada imediatamente após o crime. O então governador do Estado, Divaldo Suruagy, encarregou de comandar as investigações iniciais ? as mais importantes em qualquer crime ? o então tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, que comandava o Batalhão da Polícia Militar de Maragogi, no extremo Litoral Norte, a 120km de Maceió e sem nenhuma jurisdição sobre a capital, onde de fato ocorrera o crime. Cavalcante já era conhecido como um dos homens mais poderosos e temidos do Estado ? um militar considerado perigoso, ainda mais porque tinha atrás de si a autoridade da patente. Oito anos após o crime, o homem que conduziu as investigações iniciais sentou-se no banco dos réus e foi condenado como intermediário do crime. A segunda circunstância ? esta ainda mais inusitada ? é que existem dois processos, com réus diferentes, para um mesmo crime de morte. Num, Cavalcante e Garibalde foram condenados e Fidélis ainda será julgado. No outro, os acusados são Sandro Duarte e Eto (este morto) como executores e Célio Viana e Arnaldo Perciano como mandantes. Teoricamente, se há condenados em um processo, o outro deveria ser eliminado. No caso Vianna, elimina- dos foram testemunhas e prováveis réus: Eto, Ferreirinha e Válter Santana ? por enquanto. E ainda não se sabe quem, de fato, mandou matar Sílvio Vianna.(PL) Leia mais sobre o caso Vianna na página A14

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