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Eto foi executado pela mesma equipe que matou Vianna, dizem depoentes

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Segundo os depoimentos de Garibalde Amorim e Fernando Fidélis ao Ministério Público e à Justiça, a mesma equipe de pistoleiros contratada pelo delegado Valdir Carvalho ? a mando de Cavalcante ? para matar Sílvio Vianna também foi mobilizada, em 9 de novembro de 2002, para executar a testemunha-chave Ebson Vasconcelos, o Eto. Ele foi executado a tiros no Centro de Maceió. Nas primeiras investigações do assassinato de Vianna ? conduzidas, curiosamente, pelo próprio Cavalcante (ver matéria abaixo), Ebson Vasconcelos foi preso e acusado de autoria material, com o cabo PM Sandro Duarte. Ele foi preso em sua casa, no Prado, pelo próprio Cavalcante, numa operação que incluiu um blecaute na área. Garibalde participou dessa operação e a descreve no depoimento. Participavam também das investigações ? subordinados a Cavalcante ? os delegados Flávio Saraiva, Nilson Alcântara e Valdir Carvalho. Dois funcionários da Secretaria da Fazenda ? Célio Viana e Arnaldo Perciano ? foram apontados como mandantes e presos. Investigações e denúncias posteriores causaram a primeira reviravolta no caso. Sandro Duarte denunciou que havia sido torturado para confessar um crime que não cometeu. No depoimento agora dado aos promotores, Garibalde confirma as informações de tortura em Sandro Duarte e dá nomes: primeiro, os torturadores teriam sido os policiais civis Zé Beto e Gabriel (este último, segundo Garibalde, ?era envolvido no caso Coca-Cola e suicidou-se?). Depois ? ainda segundo Garibalde ? o próprio Cavalcante foi ?interrogar? Sandro Duarte, ?não sabendo o declarante [Garibalde] o método usado por Cavalcante, mas o fato é que Sandro assumiu completamente a autoria?. Outro nome citado com insistência nos depoimentos de Garibalde e Fidélis é o de um empresário, Flávio Orosco. Na época do crime, Orosco era dono de uma empresa que vendia jet-skis e outros produtos náuticos, na Jatiúca. No depoimento de Fidélis, Flávio Orosco é citado como ?testa-de-ferro de Cavalcante em muitos de seus negócios?, e menciona supostas reuniões dos dois com pessoas influentes. Garibalde, em seus depoimentos, diz que acompanhou Cavalcante e Orosco para reuniões ? das quais diz não saber o assunto. Diz também ter conhecimento de que ?uma casa em Paripueira, que pertencia a Flávio Orosco, foi passada para o nome de Cavalcante e finalmente colocada no nome de Valdir Carvalho?. (PL)

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