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Garibalde e Fid�lis d�o nomes do caso Vianna

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PLINIO LINS Três depoimentos do ex-soldado PM Garibalde Amorim e outros dois do fazendeiro Fernando Fidélis ? ambos presos no Baldomero Cavalcanti ? estão conduzindo o Ministério Público Estadual (MPE) e a Justiça de Alagoas a novos desdobramentos nas investigações do assassinato do coordenador-geral de Administração Tributária da Secretaria da Fazenda, Sílvio Vianna, ocorrido em 28 de outubro de 1996, em Ipioca. Os depoimentos podem, também, ajudar a esclarecer pelo menos dois assassinatos de policiais civis, atribuídos a uma ?guerra? interna entre facções rivais da Polícia Civil. Garibalde cumpre pena por ter sido condenado, em fevereiro deste ano, a 18 anos e dez meses de prisão como autor material da morte de Vianna. No mesmo júri, o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante foi condenado a 19 anos e dez meses, como mandante do crime. Fernando Fidélis, também acusado de autoria material, estava foragido na época do júri, depois foi recapturado e aguarda julgamento. Ele já cumpre pena por outros crimes. Garibalde e Fidélis tornaram-se inimigos de Cavalcante dentro do presídio, e por isso resolveram falar aos promotores e à Justiça. A GAZETA teve acesso à integra de todos os depoimentos, e também a um termo de declarações do ex-tenente PM José Luiz da Silva Filho, prestado na última quarta-feira (15). Garibalde e Fidélis deram depoimentos aos promotores de Justiça Marcus Mousinho e Luiz Vasconcelos. O primeiro, no dia 14 de setembro, em uma sala cedida pela Polícia Federal, em Jaraguá, na presença de seu advogado, Iran Medeiros. No dia 28 do mesmo mês, Garibalde pediu aos promotores para ser novamente ouvido, pois tinha mais revelações a fazer. Seu depoimento foi tomado apenas pelo promotor Mousinho, em uma dependência do presídio. Os mandantes No dia 11 de novembro passado, Garibalde e Fidélis foram conduzidos à 3a Vara Especial Criminal, no Fórum do Barro Duro. Em novo depoimento, confirmaram ao juiz José Braga Neto quase tudo o que haviam declarado aos dois promotores. Os dois voltaram atrás apenas em um ponto. Antes, eles haviam dado informações que comprometiam dois políticos-empresários como suspeitos de mandantes do crime. Mas no depoimento ao juiz, eles pediram que essa parte de suas declarações fosse desconsiderada. A alegação de ambos é a mesma: ?A fonte informadora do depoente informou que havia passado o período eleitoral e não mais concordava em depor para confirmar esses fatos?. Os nomes Foram os depoimentos de Garibalde Amorim e Fernando Fidélis que levaram o Ministério Público a pedir ? e obter da Justiça ? a prisão do delegado do 4o Distrito de Maceió, Valdir da Silva Carvalho. Garibalde e Fidélis afirmam que Valdir Carvalho era homem de confiança de Cavalcante e, a mando deste, contratou a equipe que matou Sílvio Vianna: o soldado PM Emanuel Guilherme da Silva, o Fininho ? que nos depoimentos é citado como ?atualmente à disposição do ex-deputado Cacalo [Antônio Carlos Resende] em Pão de Açúcar? ?, o escrivão da Polícia Civil José Carlos Ferreira, o Ferreirinha; o policial civil Válter Dias Santana e um PM de União dos Palmares conhecido como ?Cigano?. Esta seria a ?equipe? de matadores do delegado Valdir Carvalho, segundo os depoimentos de Garibalde e Fidélis. Válter Dias Santana foi executado numa emboscada na Serraria, em junho do ano passado. Ferreirinha foi assassinado em outra emboscada, em 1o de dezembro deste ano, quando saía do Cesmac com o filho. No depoimento de Garibalde, Ferreirinha é citado como ?o chefe da equipe de pistolagem? do delegado Valdir Carvalho. A morte de Vianna teria rendido a Cavalcante R$ 200 mil.

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