Cidades
Cavalcante deve ser levado para pris�o no DF
GILVAN FERREIRA O ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante deve ser transferido do presídio Baldomero Cavalcanti para o presídio de segurança máxima da Papuda, em Brasília. A decisão sobre a transferência de Manoel Francisco Cavalcante, condenado a mais de 50 anos por envolvimento em ações da gangue fardada e três homicídios, será definida hoje pela manhã em um encontro entre o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Washington Luiz, e o governador Ronaldo Lessa. A GAZETA publicou, na edição do último domingo, matérias que revelam privilégios de Cavalcante, o comando das ações criminosas de dentro do presídio e as ameaças do ex- militar contra juízes que atuaram em processos contra o ex-oficial da PM. Após a reportagem, o governador Ronaldo Lessa admitiu que Cavalcante, acusado de envolvimento na morte do seu irmão, delegado Ricardo Lessa, comanda ações criminosas de dentro do presídio. Solução A decisão de transferir Cavalcante para um presídio de segurança máxima fora do Estado foi defendida pelo juiz Marcelo Tadeu ? um dos ameaçados pelo ex-militar e que receberá reforço em sua segurança pessoal (Leia matéria na página 14). De acordo com Tadeu, a decisão de transferência poderia ser tomada pelo Ministério Público, Tribunal de Justiça ou Secretaria de Justiça. ?A solução para essa questão está na transferência do ex-tenente-coronel para um presídio de segurança máxima fora do Estado, como o da Papuda, em Brasília. Não se admite, se verdadeiras as denúncias, que um condenado receba privilégios e comande ações criminosas de dentro de um presídio?, criticou Marcelo Tadeu. Estrelas do Papuda O presídio de Papuda fica a 30km de Brasília e é considerado um dos mais seguros do país. Nas celas do presídio, já ficaram ou cumprem penas condenados famosos como os quatro jovens que incendiaram um índio pataxó, um dos seqüestradores de Wellington Camargo (irmão da dupla sertaneja Zezé di Camargo & Luciano), o fazendeiro Darly Alves da Silva, mandante da morte do líder seringueiro Chico Mendes, a cantora mexicana Glória Trevi, os juízes do caso Anaconda e a traficante Maria Luiza Almeirão, a Branca, acusada de pertencer ao Cartel de Cáli e presa em Alagoas.