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Presidi�rio dep�e e reafirma den�ncias contra ex-militar

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O presidiário Eraldo Firmino Júnior, 27, foi ouvido ontem pelo juiz auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça, Diógenes Tenório, e pelo promotor da 3ª Vara Especial Criminal, Marcus Mousinho. Em seu depoimento, que durou mais de quatro horas, Eraldo Firmino confirmou as denúncias reveladas em matérias publicadas pela GAZETA, na edição do último domingo, contra o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante. Firmino acrescentou detalhes da suposta participação do ex-oficial em crimes e a criação de uma rede de privilégios montada dentro do presídio Baldomero Cavalcanti para beneficiar o ex-tenente-coronel. Eraldo Firmino confirmou que Cavalcante tinha um plano para assassinar dois dos quatro juízes que foram responsáveis pela sua prisão e condenação a mais de 50 anos de prisão. O presidiário garantiu que os juízes Hélder Loureiro e Marcelo Tadeu seriam vítimas do ex-tenente-coronel Cavalcante. Ele disse que, entre as regalias oferecidas ao ex-oficial, estaria o controle total da ala especial do presídio Baldomero Cavalcanti, com a definição de quem poderia ficar nessa ala, o controle da comunicação [telefone público] dentro da ala especial, a distribuição de bebidas, que incluíam vinho do Porto, conhaque e cervejas, a liberação de pernoites de mulheres em sua cela ? benefício vedado aos outros presidiários ? e uma outra série de privilégios e vantagens concedidas pela direção do presídio. Eraldo Firmino disse que depois das suas denúncias foi ameaçado de morte por Cavalcante e por seu irmão, Adelmo Cavalcante, que também cumpre pena na ala especial. Ele também denunciou ao juiz Diógenes Tenório a ?forte ligação? do ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante com o delegado Valdir Silva de Carvalho, que ficou quatro dias preso sob acusação de envolvimento no assassinato de Ebson Vasconcelos, o Eto, que acusou Cavalcante de negociar e planejar o assassinato do ex-chefe de arrecadação tributária da Secretaria da Fazenda, Sílvio Vianna.

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