Cidades
AL cobra de minist�rio carros-pipa para o Sert�o
VITÓRIA ALCÂNTARA O coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Antoney Freitas, afirma que enviou para o Ministério da Integração Nacional, há cerca de duas semanas, um relatório sobre a situação de 11 municípios alagoanos que sofrem com as conseqüências da seca. De acordo com o coronel, foi solicitado ao ministério o envio de carros-pipa para abastecer as localidades citadas no documento. A Defesa Civil Estadual está aguardando uma resposta oficial do ministério. ?No atual governo federal cabe à prefeitura enviar para o Ministério da Integração Nacional a solicitação de reconhecimento de situação de emergência ou de calamidade pública. Antes esse pedido era dirigido ao governo estadual, mas agora deve ir direto para Brasília. Algumas vezes as prefeituras não preenchem corretamente o Avadan (Avaliação dos Danos), o que dificulta o reconhecimento da situação de emergência. Ao enviar o relatório estamos reforçando o que foi pedido pelos municípios?, destaca o coronel Antoney Freitas. O assessor de Comunicação Social do Ministério da Integração Nacional, Luís Claudio, afirmou que 15 municípios de Alagoas solicitaram o reconhecimento de situação de emergência ou de calamidade pública por causa da seca, mas as solicitações estavam com a documentação incompleta ou apresentavam irregularidades. ?Independentemente do reconhecimento do governo federal, estados e municípios podem realizar as ações necessárias de socorro às vítimas?, esclarece Luís Claudio. De acordo com o coronel Antoney Freitas, a Defesa Civil Estadual está desenvolvendo as ações que competem ao órgão. ?Enviamos um relatório e estamos preparando outro com mais detalhes sobre a situação nos municípios atingidos pela estiagem. Solicitamos os carros-pipa, mas o Ministério da Integração Nacional precisa acionar o Exército para que esse, por sua vez, faça a alocação dos carros?, argumenta. O prefeito de Pão de Açúcar (um dos municípios que solicitaram o reconhecimento de situação de emergência), Jorge Dantas, conta que até novembro desse ano destinou, do orçamento da prefeitura, cerca de R$ 32 mil por mês para garantir o abastecimento de água na localidade. ?Durante os sete dias da semana, quatro carros-pipa forneciam água à população e ainda era insuficiente. Como estamos encerrando as contas da prefeitura e não podemos deixar dívidas para o próximo prefeito, estamos com um carro-pipa a menos para atender a população e isso no auge da seca?, observa Jorge Dantas.