Cidades
SUS: AL tem bom desempenho em avaliação de atendimento a crianças
Dados divulgados pelo IBGE mostram que Alagoas registrou bom desempenho – no Nordeste e ultrapassou a média nacional – no escore de atendimento realizado na Atenção Primária à Saúde de Crianças. Ocupa, segundo o levantamento publicado ontem (21), a sexta colocação no Brasil e a primeira na região.
A PNAD Contínua reúne informações dos estados como regularidade do serviço de saúde, relação humanizada entre equipe de saúde e pacientes, suplementação nutricional, aconselhamento psicológico ou de saúde mental. Em Alagoas o escore geral da Atenção Primária à Saúde Infantil foi de 5,9, enquanto que do Brasil de 5,7. Os piores desempenhos do Nordeste foram no Maranhão (5,3); Piauí (5,4) e, na terceira colocação, Sergipe, Paraíba e Bahia, com 5,6. Rio Grande do Norte e Pernambuco chegaram ao mesmo patamar alagoano. Segundo o levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), das 38 milhões de crianças menores de 13 anos que havia no país em 2022, 82,9% (31,5 milhões) foram atendidas por algum dos serviços. No segundo trimestre deste ano, o IBGE, em parceria com o Ministério da Saúde, levou a campo pela primeira vez o módulo da PNAD Contínua sobre a Atenção Primária à Saúde Infantil.
Entre as unidades, o escore geral variou de 6,4 em Mato Grosso a 4,8 em Rondônia e 47,6% dos responsáveis pelas crianças atendidas deram nota 9 ou 10 para o serviço de saúde, em uma escala de 0 a 10. As principais motivações dessas avaliações foram a atuação dos profissionais na resolução do problema (35,7%) e a forma que esses profissionais acolheram a criança (32,4%).
De acordo com o IBGE, o questionário foi aplicado aos responsáveis pela saúde das crianças menores de 13 anos de idade que tiveram pelo menos um atendimento na Unidade Básica de Saúde ou Unidade de Saúde Familiar, popularmente chamados de “posto de saúde”, “centro de saúde”, “unidade de saúde da família”. São avaliados alguns atributos da Atenção Primária à Saúde para pacientes menores de 13 anos de idade, com escores de avaliação variando de 0 a 10 e quando um escore é igual ou acima de 6,6 aponta que os serviços ofertados estão orientados para atender com qualidade, de acordo com os protocolos da Atenção Primária à Saúde. Os atributos essenciais avaliados por este módulo da PNAD Contínua foram facilidade de acesso no primeiro contato; longitudinalidade, isto é, regularidade do serviço de saúde ao longo do tempo e relação humanizada entre equipe de saúde e pacientes; coordenação, ou seja, continuidade da atenção, com reconhecimento dos problemas que requerem acompanhamento constante; e integralidade, atendendo às necessidades mais comuns da população, incluindo a oferta de planejamento familiar ou métodos anticoncepcionais, suplementação nutricional, aconselhamento psicológico ou de saúde mental. Em 2022, esse escore foi 5,7. O Sul obteve o maior (6,0) e o Norte, o menor (5,4). Entre as UFs, nenhuma atingiu o resultado considerado padrão-mínimo de qualidade (6,6), com Mato Grosso (6,4) chegando mais perto e Amazonas (4,9) e Rondônia (4,8) com os menores. Entre os motivos que levaram as crianças à consulta, o principal foi rotina, como revisão, check-up, acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, que correspondeu a 39,1%. Em seguida, problemas respiratórios ou de garganta, como gripe, sinusite, asma, bronquite, etc., com 30,9%. Com 30%, outros motivos, tais como febre, diarreia, vômito, acidentes, fraturas, entre outros.
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*Com informações da assessoria