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Caminh�es atropelam lei em vias proibidas

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Devido à falta de fiscalização, motoristas de caminhões e carretas continuam driblando uma lei municipal que proíbe o transporte de carga pelas avenidas Fernandes Lima e Durval de Góes Monteiro. A lei foi editada no final da década de 80, quando as avenidas ? que são um prolongamento da BR-104 ? ainda estavam sob jurisdição do então Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) ? hoje Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (DNIT). Há quatro anos, elas passaram a ser administradas pelo município, mas nunca houve uma fiscalização efetiva da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) para fazer cumprir a lei. Pela lei, os veículos de carga pesada deveriam trafegar pela Via Expressa. Hoje, apenas os ônibus que fazem transporte de passageiros intermunicipais e interestaduais estão cumprindo essa determinação. Somente os ônibus dos municípios da grande Maceió ? Pilar, Rio Largo, Satuba e Santa Luzia ? têm autorização para circular pela Fernandes Lima e Durval de Góes Monteiro. Os caminhões e carretas prejudicam ainda mais o já tumultuado trânsito das avenidas, principais corredores de entrada da cidade, por onde circula uma média de quatro mil veículos por dia. Segundo técnicos da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), um ônibus ou caminhão de dois eixos equivale ao espaço de dois veículos na pista. No caso de uma carreta, o espaço tomado é o de quatro veículos. A circulação dos caminhões também deixa o trânsito ainda mais lento, pois, devido ao peso da carga, alguns veículos andam a menos de 20km/h. E alguns motoristas ainda insistem em circular pela lado esquerdo da pista, considerada de tráfego rápido. Os acidentes envolvendo caminhões e carretas também são freqüentes. Além disso, é grande o número de veículos de cargas perigosas, como combustíveis e produtos químicos, que circulam pelas duas rodovias. O superintendente da SMTT, José Ferreira Martins, reconhece que nunca houve uma fiscalização eficiente para impedir a circulação do transporte de carga pelas avenidas Fernandes Lima e Durval de Góes Monteiro, mesmo quando estavam sob a jurisdição do DNER. E a situação persistiu depois que as avenidas foram municipalizadas pela prefeita Kátia Born. ?Quando cheguei aqui na SMTT, já existia essa situação. Se fosse permanecer na gestão do órgão, iria tentar fazer cumprir a lei?. Ferreira confirma que o transporte de carga atrapalha ainda mais o fluxo do trânsito nas duas avenidas. E diz que poderia haver placas indicativas a partir do posto da Polícia Rodoviária Federal, para orientar os caminhoneiros a utilizar a Via Expressa.

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