Cidades
Movimento crist�o da It�lia atrai alagoanos
VITÓRIA ALCÂNTARA Imagine viver sob a seguinte filosofia: ?Faça aos outros o que você quer que seja feito a você; não faça aos outros o que você não quer que seja feito a você?. Essa é a regra de ouro de quem integra o Movimento dos Focolares. Fundado em 1943, em Trento, Itália, durante a II Guerra Mundial, o Movimento atrai cada vez mais adeptos. No Brasil há aproximadamente 300 mil membros e em Alagoas são mais de nove mil participantes. Baseados na espiritualidade da unidade, os focolares são pessoas das mais diversas crenças - cristãos, muçulmanos, judeus, budistas, hinduístas e ateus - que aceitam o outro como ele é e procuram viver em comunhão e fraternidade universal. O objetivo é que a humanidade se torne uma grande família. O Movimento dos Focolares foi criado pela italiana Chiara Lubich, em plena II Guerra Mundial. Diante do horror da guerra e com 23 anos, Chiara - que foi batizada como Sílvia, mas fascinada pela história de Santa Clara, resolveu mudar de nome ? decide escolher Deus Amor como único ideal de sua vida e funda, com algumas amigas, um movimento que se propõe a renovar o mundo de forma espiritual e social. Crentes ou ateus O Movimento dos Focolares (palavra italiana que significa lareira) foi aprovado pela Igreja Católica, mas atualmente está presente em 198 países e possui mais 2 milhões de adeptos que professam as mais diversas crenças ou são ateus. No Brasil existe desde 1959. ?É um movimento ecumênico que nos ensina a aceitar o outro como ele é. Não destacamos as diferenças, mas pregamos a unidade?, afirma a professora Seli Ferreira, 36 anos. Votos de pobreza Natural de Arapiraca, Seli optou há dez anos pela vida de focolarina consagrada ? pessoa que faz votos de pobreza, castidade e obediência a Deus, mas continua vivendo em sociedade ? e desde então dedicou-se ao movimento. ?Com 17 anos participei de meu primeiro encontro dos Focolares em Pesqueira (PE) e descobri minha vocação. Em 1994, fiz meus votos e me tornei uma focolarina. Passei dois anos e meio na Itália, estudando. Depois fui para as Filipinas (arquipélago que compreende mais de sete mil ilhas, situadas na Costa Sudeste do continente asiático) onde fiquei mais seis anos e meio?. O choque cultural foi inevitável. Seli precisou de quase dois anos para aprender o Tagalog, dialeto da cidade onde morou, Tagatay City. Além disso teve de se adaptar à cultura oriental. ?Foi uma experiência gratificante. Convivi com uma cultura totalmente diferente da minha. Tive contato com pessoas que nem eram cristãs, como mulçumanos e budistas, e aprendi a respeitar pessoas que nunca ouviram falar de Jesus Cristo?, conta.