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Despolui��o do Salgadinho n�o sai do papel

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FERNANDO COELHO De todas as grandes obras emergenciais de Maceió, a mais polêmica vem sendo a despoluição do Riacho Salgadinho. Sempre usado como mote de campanha, o antigo rio que cruza a cidade agoniza em virtude dos dejetos sanitários despejados em seu leito e em seus afluentes. Nas últimas eleições, ambos os candidatos tinham como carro-chefe o milionário projeto de despoluição do mais famoso riacho da capital, que incluía ainda a construção de uma via marginal até o Tabuleiro do Martins. Na campanha para as eleições de 2000, Kátia Born prometeu ?fazer as duas pistas e continuar o saneamento do Salgadinho até a Gruta de Lourdes? e promoveu o comentado episódio do banho de mar na Praia da Avenida. Passados quatro anos, a Secretaria de Infra-estrutura diz que uma primeira etapa de desvio do esgoto para o emissário submarino foi realizada. Orçada em R$ 10 milhões, a obra interceptou a rede e reconduziu para uma estação elevatória, no trecho entre a antiga rodoviária e a praia. ?Foi feita uma rede de recalque, com cerca de 2 mil metros de extensão, para bombear os dejetos para o emissário submarino. O próprio emissário deve ser aperfeiçoado para agüentar a carga?, diz o engenheiro Eduardo Pita. Ele explica, ainda, que ?no período de inverno não tem como colocarmos o mecanismo em operação porque o volume de água é muito grande, mas durante o verão, as bombas desviam o esgoto para o emissário submarino possibilitando a balneabilidade da Praia da Avenida. Não estou falando de tomar banho no Salgadinho e sim na praia, a partir de 50 metros distante da foz do riacho?, frisa. Assim, o saneamento não foi completo, pois falta o trecho maior entre a antiga rodoviária e o início da Via Expressa. Os técnicos calculam um valor não inferior a R$ 200 milhões para conclusão da obra. Ciente da má vontade política para concluir uma obra tão volumosa, o engenheiro lamenta: ?Toda obra de saneamento é cara, por isso ninguém faz. Além de dispendiosa, desaparece sob a terra?.

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