loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Pacientes vizinhos � UE s�o 40% do total atendido

Ouvir
Compartilhar

FERNANDO COELHO Números oficiais da Unidade de Emergência (UE) apontam que 40% de seus pacientes são pessoas que moram na região e nos bairros vizinhos ao hospital, como Trapiche, Dique Estrada, Vergel, Ponta Grossa, Prado, Centro. ?Por não ter uma porta aberta em outros locais, eles vêm para a nossa unidade. Às vezes, o paciente leva mais tempo para ser atendido no posto de saúde do que aqui?, afirma o diretor- geral da UE, Marcus Sampaio. Daí, as cenas no setor de emergência se repetem quotidianamente: macas com enfermos pelos corredores, enormes filas para atendimento e enfermarias abarrotadas de pacientes e familiares. Com 1.400 profissionais no quadro funcional, dos quais 300 são médicos, 150 auxiliares técnicos e 100 enfermeiros, o pronto-socorro também recebe pacientes que estão na fase final da vida. Geralmente, pessoas com câncer que não foram bem- sucedidas nos tratamentos de radioterapia e quimioterapia. Segundo a direção do hospital, este é outro motivo para a ocupação dos leitos. ?Eles [os pacientes] deveriam ter como referência aqueles hospitais onde fizeram seus tratamentos. Como não conseguem a internação lá, eles vêm para cá?, reclama Marcus Sampaio. A unidade tem uma média de 90 a 100 óbitos de câncer por ano, aproximadamente um paciente a cada três dias. Plantonistas O médico Fabiano Tenório é plantonista em um dos dois ambulatórios clínicos da UE. Durante as 12 horas de seu plantão, ele diz atender muitos casos que poderiam ser resolvidos em ambulatórios, como hipertensão, diarréia, gripe, virose e pessoas com doenças crônicas. ?Por isso há essa superlotação. Aqui temos exames e medicação, mas a demanda é muito grande. Não tem leito para internar tanta gente?, comenta. Atualmente, a UE dispõe de 149 leitos mais 34 alocados no pavilhão do Hospital José Carneiro. O número ainda é insuficiente, mas deve ser aumentado nos próximos meses. ?Em termos de recursos humanos e tecnologia esse é o nosso melhor momento. Nossa maior carência, de fato, é no espaço físico. Vamos abrir mais leitos e até o final de 2005 teremos cerca de 350 no total. Isso seria suficiente para os próximos quatro anos?, estima Marcus Sampaio. Na UTI a situação não é diferente. Sobrecarregada, a unidade será ampliada com a criação de mais cinco leitos, em função da abertura da UTI pediátrica.

Relacionadas