Cidades
Alagoas registra 487 casos suspeitos da Monkeypox em 2022
Estado tem situação controlada e não registrou nenhum óbito
Ao longo de 2022, vários estados do Brasil tiveram que lidar com o surgimento de casos da varíola dos macacos, a Monkeypox. Isso, paralelamente às notificações de Covid-19, que ainda precisam ser acompanhadas. Em Alagoas, apesar de ter a situação controlada, com nenhum óbito e poucos municípios afetados, ainda registrou 487 casos suspeitos da doença. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), computados até o dia 30 de dezembro de 2022.
Conforme o relatório, dos 487, 22 casos (4,5%) foram confirmados, 378 (77,6%) foram descartados e oito (1,6%) encontram-se em investigação. Outros cinco são considerados prováveis (1%) e 69 com perda de seguimento (14,2%). Foram excluídos cinco casos por não atenderem à definição proposta pelo Ministério da Saúde. Os casos foram notificados nas cidades de Arapiraca, Pindoba, Maragogi, Viçosa e Piaçabuçu.
Maceió (282), Arapiraca (33), Delmiro Gouveia (20), Rio Largo (15) e Viçosa (13) foram os municípios alagoanos que mais registraram casos suspeitos da doença ao longo do ano.
Dos 22 casos confirmados em Alagoas, 16 ocorreram em Maceió, um em Arapiraca; Rio Largo, Atalaia e Viçosa também tiveram um caso positivo e Murici com dois casos. As demais cidades, apesar de registrarem casos suspeitos, não tiveram casos confirmados para a varíola do macaco.
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Os casos registrados no Estado foram maiores nos homens do que nas mulheres. De acordo com os dados, 259 pessoas do sexo masculino testaram positivo, enquanto que 228 mulheres tiveram casos confirmados, um percentual de 53,2% para homens e 46,8% mulheres.
A faixa etária com maior número de registros entre os casos notificados é de pessoas entre 20 a 29 anos, com 124 casos (25,5%), seguida de 15 a 19 anos com 75 casos (15,4%). Quanto ao perfil dos casos confirmados, o sexo masculino corresponde a 91% dos casos.
A faixa etária predominante dos casos confirmados é de pessoas de 20 a 29 com (09 – 40,9 %) e 30 a 39 anos com (07 – 31,8%).
Sintomas
Quanto aos sintomas apresentados pelos pacientes com casos suspeitos, os principais foram erupções cutâneas, febre e cefaléia. Tosse, fraqueza, dores na garganta e muscular, sinais hemorrágicos e náuseas também foram sentidos pelos pacientes investigados.
Monkeypox
Trata-se de uma doença zoonótica viral, em que sua transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com: animal silvestre (roedores) infectado; pessoa infectada pelo vírus monkeypox; materiais contaminados com o vírus.
O diagnóstico da monkeypox é realizado de forma laboratorial, por teste molecular ou sequenciamento genético. O teste para diagnóstico laboratorial será realizado em todos os pacientes com suspeita da doença. A amostra a ser analisada será coletada, preferencialmente, da secreção das lesões. Quando as lesões já estão secas, o material encaminhado são as crostas das lesões. As amostras estão sendo direcionadas para os laboratórios de referência no Brasil.
Se você achar que tem sintomas compatíveis de monkeypox, procure uma unidade de saúde para avaliação e informe se você teve contato próximo com alguém com suspeita ou confirmação da doença. Se possível, isole-se e evite contato próximo com outras pessoas.