loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
terça-feira, 28/07/2026 | Ano | Nº 6276
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Campanha do biota orienta sobre encalhe de animais marinhos

Equipes do instituto percorrem municípios do estado passando orientações à população de como agir ao encontrar os animais

Ouvir
Compartilhar

O Instituto Biota de Conservação deu início à campanha “Encalhou?!”, que visa formar uma rede de colaboradores para auxiliar no registro da fauna marinha presente na costa alagoana. As equipes vão percorrer todo o litoral de Alagoas.

A campanha teve início em Maragogi, onde equipes distribuíram informativos de como proceder em casos de encalhes. “A campanha prevê a visitação em órgãos públicos e estabelecimentos comerciais, onde a população será orientada como lidar em caso de encalhe de animais marinhos. Também serão disponibilizados cartazes com números de contato das equipes", explicou o Biota.

Desde 2018, o Biota realiza, além do registro de encalhes, a necropsia dos animais marinhos, com o objetivo de reunir informações sobre o estado de saúde e as causas que levaram ao encalhe e à morte.

Um caso emblemático de encalhe ocorreu em junho de 2020. Uma baleia encalhou na praia de Carro Quebrado, na Barra de Santo Antônio. Para conseguir reintroduzir o mamífero, de cerca de 13 metros, ao mar, uma verdadeira força-tarefa foi montada.

Shorts Youtube
Play
Carreta da Saúde da Mulher oferece exames gratuitos em Maceió

Carreta da Saúde da Mulher oferece exames gratuitos em Maceió

Play
Vídeo mostra torcedor sendo espancado antes de jogo em Maceió

Vídeo mostra torcedor sendo espancado antes de jogo em Maceió

Play
Feminicídio em AL: mulher é assassinada e ex é o principal suspeito

Feminicídio em AL: mulher é assassinada e ex é o principal suspeito

Play
Hemoal faz apelo urgente após estoque de sangue chegar ao nível crítico

Hemoal faz apelo urgente após estoque de sangue chegar ao nível crítico

Play
Caso da bebida em feira de AL ganha novo capítulo; veja o que foi feito

Caso da bebida em feira de AL ganha novo capítulo; veja o que foi feito

Participaram dos trabalhos, servidores da prefeitura, funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), com apoio da Marinha do Brasil e de populares que se voluntariaram a ajudar.

Os encalhes

Segundo o coordenador de Gerenciamento Costeiro do Instituto do Meio Ambiente (IMA), Ricardo César, a maioria dos encalhes de animais marinhos é causada pelos ventos intensos e maiores alturas de ondas. “É bom ressaltar que, durante esse período de inverno, temos marés com maiores amplitudes,ondas, marés de tempestade e isso leva à morte e estresse desses animais”.

O presidente do Biota, Bruno Stefanis, diz que, em caso de encalhe, é necessário deixar o animal a vontade e nunca interagir e, em seguida, ligar a equipe do Biota, para a realização do resgate.

Desde junho de 2009, quando o Biota começou atuar em ocorrências de encalhes, até novembro 2022, foram registrados 250 encalhes de mamíferos aquáticos, sendo 236 cetáceos (golfinhos e baleias), 11 sirênios (peixe-boi-marinho) e 3 pinípedes (lobo-marinho-subantártico).

Conforme o Biota, a maioria dos encalhes tem sido registrada em Maceió, o que está associado ao fato de essa ser a área mais urbanizada, portanto com mais ameaças antrópicas para os animais bem como maior possibilidade de os animais que encalham nas praias serem encontrados (por banhistas, moradores, etc).

Entre os cetáceos (baleias e golfinhos), a espécie mais registrada é o Boto-cinza (Sotalia guianensis), com 117 registros. "Trata-se de uma espécie de hábitos bastante costeiros, o que aumenta a sua chance de interagir negativamente com ameaças como pesca, colisão com embarcação e vir a encalhar", explixou o Biota.

Além de Sotalia, as duas outras espécies mais comuns são o Golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus) com 25 ocorrências, e a Baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) com 24 ocorrências, essa última mais comum entre os meses de julho a novembro quando a espécie vem se reproduzir na costa brasileira.

Relacionadas