loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

“A salva��o da gente � essa lombada”

Ouvir
Compartilhar

Em comunidades atingidas por atropelamentos freqüentes de seus moradores, os dispositivos para controle de velocidade são tidos como protetores. ?A salvação da gente é essa lombada?, diz, taxativo, o encanador e marceneiro Gerre Lane Rufino Lins, morador de São Sebastião, comunidade situada à margem da Avenida Assis Chateaubriand, na Praia do Sobral. Ele teve um tio e uma sobrinha mortos por atropelamento. Segundo Gerre Lane, depois que foi instalada a lombada eletrônica no local, os moradores passaram a se sentir mais seguros para atravessar a via de tráfego mais intenso de toda aquela região de Maceió. ?O perigo, agora, é só com motos. Se não for daquelas maiores e pesadas, a lombada não pega?. A sobrinha de Rufino, Maria Lanúzia Soares, morreu aos 8 anos, em 29 de maio de 1990. ?Ela ia atravessar com várias outras pessoas. Mas havia um ponto de ônibus aqui. O ônibus impediu a visão. Quando ela entrou na pista, vinha um carro de polícia e pegou minha filha, que foi parar a quarenta metros?, relata a mãe, a dona de casa Maria do Carmo Soares. Ela disse que seu irmão, que é PM, já ajudou a resgatar vários moradores da comunidade vítimas de acidente. ?Eu tenho 45 anos e minha vida era acompanhar mortes aqui. Essa lombada veio evitar muito atropelamento?. O drama vivido pela empregada doméstica desempregada Maria Rejane Teixeira do Carmo é mais recente. Sua filha, Talita, de 8 anos, morreu há uma semana, quando atravessava a AL-101 Norte, em Jacarecica. Os moradores fecharam a pista, em protesto, e pediram a instalação de um dispositivo de controle de velocidade. ?A gente teve uma reunião no DER e nos prometeram que iam colocar policiais aqui até 17h, mas a uma hora dessas, eles já foram embora?, reclamava ontem Luciene Félix da Silva, vizinha de Rejane, ao constatar que, por volta de 15h30, não havia mais policiamento no trecho onde ocorreu o atropelamento. No local, havia um dispositivo como o ?pardal?, que não funcionava. Hoje há um semáforo, mas os moradores dizem que é ineficaz. ?Os motoristas não respeitam. O melhor mesmo é alguma coisa que tire a foto?.

Relacionadas