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“Fininho” pode ser considerado desertor

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DORGIVAL JUNIOR O prazo dado pelo comando da Polícia Militar para que o soldado Emanoel Guilhermino da Silva, o Fininho, se apresente à corporação encerra-se hoje, dia 29. O militar, que segundo a PM estava designado para a guarda do deputado João Beltrão (PMDB), teve a prisão preventiva decretada pela juíza-substituta da 2ª Vara Especial Criminal, Nirvana de Mello. Fininho é acusado de envolvimento no assassinato de Ebson Vasconcelos, o Eto, testemunha do caso Sílvio Vianna. A juíza Nirvana de Mello também decretou a prisão do delegado do 4º Distrito, Valdir Carvalho, que foi libertado por habeas corpus concedido pelo presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Washington Luiz. Caso o PM Fininho não se apresente no prazo determinado, ele será considerado desertor pela corporação, respondendo pelo crime em processo que será instaurado na Auditoria Militar de Alagoas. De acordo com o comandante do Batalhão de Polícia de Guardas, onde o soldado destaca, coronel Nilson de Carvalho, Fininho começou a fazer a guarda do deputado Beltrão logo após ter sido transferido para o Batalhão. Ele acrescentou que o PM Fininho está no Batalhão, localizado na área do complexo de presídios de Maceió, há cerca de quatro meses. Comportamento ?Ele [Fininho] tinha um comportamento tranqüilo com os demais colegas de trabalho. Na ficha dele não havia qualquer tipo de problema. Emanoel Guilhermino, até então, era considerado um bom soldado?, acrescentou o comandante do batalhão, esclarecendo que o PM tem que se apresentar até hoje no batalhão onde se destaca para que possa ser transferido, posteriormente, para o presídio militar, no Trapiche da Barra. Esconderijo Há informações, não confirmadas pela polícia, de que Fininho estaria escondido em um Estado na região Norte do país, provavelmente o Amapá. O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Edmilson Cavalcante, informou que se Fininho se apresentar dentro do prazo estipulado pelo comando da corporação, ele ainda responderá a um processo disciplinar interno para apurar as denúncias que estão sendo atribuídas a ele. O oficial esclareceu que o PM também poderá se apresentar no próprio comando da corporação ou no presídio militar. Após ter recebido o mandado de prisão expedido pela Justiça, no último dia 17, o comandante-geral da PM, coronel Edmilson Cavalcante, determinou a captura do policial militar e a apresentação dele à Justiça. Como o PM não foi capturado, foi editado um Boletim Interno estipulando um prazo de oito dias para que ele se apresentasse. O Batalhão de Polícia de Guardas é responsável pelo destacamento de soldados militares que prestam segurança e guarda a autoridades e prédios públicos.

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