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Nº 5718
Cidades

EM 2022, ALAGOAS REGISTRA 251 CASOS DE HANSENÍASE E SESAU FAZ ALERTA

No ano anterior, Estado registrou 259 casos; apesar da leve redução, secretaria orienta detecção precoce

Por Hebert Borges | Edição do dia 20/01/2023 - Matéria atualizada em 20/01/2023 às 08h32

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) contabilizou em 2022, 251 casos de Hanseníase, ante 259 registrados em 2021. Apesar da leve redução, conforme relatório dos dados epidemiológicos, a Sesau mantém o alerta sobre a detecção precoce da doença, principalmente, durante este mês, quando acontece o Janeiro Roxo. “O diagnóstico precoce e o tratamento oportuno dos casos são os principais recursos contra a Hanseníase. Os sinais e sintomas da doença iniciam-se discretos, passando despercebidos pelos profissionais de saúde e pelos próprios pacientes. Por isso, a realização de atividades de educação em saúde para a população, a busca ativa de casos e a vigilância dos contatos próximos a pessoas que tiveram a doença, representam estratégias essenciais para a detecção de casos e devem ser periodicamente realizadas. É importante ressaltar que a Hanseníase tem cura, que o tratamento é gratuito e realizado na rede pública de saúde”, ressaltou a enfermeira Itanielly Queiroz, coordenadora do Programa Estadual de Controle da Hanseníase. De acordo com Itanielly Queiroz, em Alagoas, além das UBSs, para onde devem ser encaminhadas as pessoas com suspeita de Hanseníase, há as unidades de referência para o tratamento de pacientes que precisam de assistência complementar. Ainda segundo a coordenadora, na capital, o atendimento ocorre no II Centro de Saúde e no Hospital Universitário (HU), mas o atendimento ocorre via agendamento e por meio de encaminhamento médico. Já no interior, as unidades habilitadas são o Centro de Referência e Assistência em Saúde de Arapiraca (CRIA), em Arapiraca, e o Centro de Saúde Dr. José Bandeira de Medeiros, antigo SESP, em Delmiro Gouveia. Para obter mais informações, os usuários podem acionar o Programa Estadual de Controle da Hanseníase, por meio do telefone 3315-1663.

Nestas unidades, ainda conforme Itanielly Queiroz, os pacientes passarão por nova avaliação física e dermatoneurológica, com solicitação ou realização de exames específicos para fechar o diagnóstico. Nas UBSs, gerenciadas pelas Secretarias Municipais de Saúde, o diagnóstico primário é realizado e, caso haja dificuldade no diagnóstico, o paciente será encaminhado para uma unidade de referência. No caso dos pacientes com sequelas, ocorre a atenção secundária, por meio da assistência nos Centros Especializados em Reabilitação (CERs) e, por fim, aqueles que apresentarem reações hansêmicas ou que precisem de cirurgias reparadoras, receberão atenção terciária, por meio do HU, conforme prevê a Linha de Cuidado da Hanseníase.

HANSENÍASE

Caracterizada como uma doença crônica, infectocontagiosa, causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, que atinge os nervos periféricos e a pele, podendo causar lesões neurais irreversíveis, a Hanseníase pode acarretar danos neurais com incapacidades físicas irreversíveis, além de estigma e exclusão social, caso o diagnóstico e tratamento sejam tardios.

“Por esta razão, ao verificar no corpo a existência de manchas brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas, alteração da sensibilidade ao calor, frio, além de dor, áreas com diminuição de pelos, sensação de formigamento, diminuição da força muscular, nódulos avermelhados ou doloridos, é recomendado buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próximo da sua residência”, alertou Itanielly Queiroz.

TRANSMISSÃO E INCUBAÇÃO

Com relação à transmissão da Hanseníase, ela ocorre quando uma pessoa com a doença na forma infectante e que não esteja realizando o tratamento, elimina o bacilo para o meio exterior pelas vias aéreas superiores, através do espirro ou tosse, repassando para outras pessoas, por um período longo. “No caso do período de incubação da doença, que é o tempo em que a pessoa apresenta sinais e sintomas, ele varia de 6 meses a 7 ou até 10 anos, podendo ser maior. Cerca de 90% das pessoas infectadas não desenvolvem a doença, por possuir imunidade ao bacilo”, ressaltou a coordenadora.

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