Cidades
Ele n�o teve chance de defesa, diz namorada
EDNELSON FEITOSA DORGIVAL JÚNIOR MÁRIO LIMA A estudante Laís Sarmento ficou traumatizada com o que ocorreu com o namorado Leonard Brandão, na noite do último domingo, quando sofreu o espancamento no Stella Maris. Tinha sido ela, inclusive, quem chamou Leonard para saírem juntos na noite de domingo. ?Nós tínhamos acabado de chegar e estávamos indo cumprimentar uma amiga em um bar ao lado do Mai Kai, quando cinco rapazes se aproximaram e, sem qualquer tipo de comentário, começaram a bater no Leonard?, contou a testemunha. ?Eles já foram batendo. Não deram chance de defesa?, relatou a estudante, que foi arrastada para longe do namorado enquanto ele era atingido por socos, tapas, chutes e pontapés. Bruno, amigo do casal, também foi espancado pelo rapaz identificado como Toddy, que afastava as pessoas para que os demais pudessem bater na vítima. Arte marcial Além da agressão, houve também ameaças de morte, denunciou a testemunha. ?Não sei se estavam bêbados ou drogados, mas eles agiram com extrema agressividade?, observou. Laís Sarmento destacou que pelo menos Toddy é praticante de alguma arte marcial, que presume ser de jiu-jítsu. ?Mas todo o grupo anda metido em academias de luta?, garantiu ela, que foi ouvida pelo delegado Dalmo Lima Lopes. O delegado declarou ter solicitado urgência no exame de corpo de delito da vítima, feito ontem mesmo no Instituto Médico Legal (IML). Somente de posse do laudo do IML o delegado poderá definir o procedimento a seguir: confeccionar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), no caso de lesão leve, ou determinar a abertura de inquérito (se o parecer dos legistas for de lesões graves). Ele confirmou ter ouvido duas testemunhas. Indignação O pai de Leonard, o promotor de Justiça Cláudio José Brandão Sá, demonstrou indignação com o espancamento do filho e pediu providências à polícia. ?Fui buscar as testemunhas e espero que haja uma providência por parte da polícia, pois meu filho quase foi assassinado. Se não fosse a reação indignada das pessoas que estavam no local, eles teriam assassinado meu filho?, destacou o promotor. O promotor disse que vai aguardar a conclusão do inquérito, que deve sair em 30 dias. Ele disse esperar que o inquérito traga elementos de que se trata de formação de quadrilha e tentativa de homicídio. ?Já que o principal suspeito de espancar Leonard contatou outros quatro rapazes para bater nele (Leonard), já que eles pararam sua ação, diante de um fato estranho, consumado em violência pura?, disse Cláudio. O promotor e pai da vítima prometeu acompanhar de perto as investigações do episódio, pois reconhece as ?amizades e influências? das pessoas ligadas ao grupo de acusados. Inclusive, segundo ele, ?todo mundo sabe que Felipe Lessa já esteve envolvido em outros problemas e foi embora de Alagoas para se submeter a tratamento?.