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Espancamento vira pol�mica policial e familiar

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FELIPE FARIAS O espancamento do estudante universitário Leonard Soares Brandão Sá, no domingo (2), no Stella Maris, desencadeou uma polêmica policial e familiar que foi além do inquérito sobre o caso. O delegado Jobson Cabral de Santana informou ontem que o estudante foi apontado, por integrantes de uma quadrilha presa por roubo de carros, como envolvido em furtos em balneários no litoral sul de Maceió. A família de Leonard nega; segundo seu pai, o promotor Cláudio Brandão Sá, Leonard ?jamais? respondeu a processo judicial. O caso também fez com que a mãe de Felipe Lessa, apontado como um dos autores do espancamento, a superintendente do Procon de Alagoas, Wedna Miranda, declarasse que o problema que vive sua família ? de ter um filho dependente químico ? ?é o mesmo dos pais de Leonard?. E até a Polícia Civil acabou respingada pelo caso, em um jogo de empurra mal explicado. A polícia se recusa a fornecer informações sobre o caso, que envolve jovens de famílias influentes em Alagoas. Enquanto o titular da Delegacia do 2o Distrito Policial, Dalmo Lopes, responsável pela investigação, alegava que as informações referentes ao episódio só poderiam ser prestadas pela assessoria de imprensa da Defesa Social, esta, por sua vez, o desmentiu, sustentando que o delegado estava autorizado a falar sobre as apurações. Felipe Lessa é sobrinho do governador Ronaldo Lessa (filho do empresário Antônio Lessa, irmão do governador) e outro jovem apontado como autor do espancamento, Lucas Pinto Farias, é filho do empresário e ex-vereador Cláudio Farias. Furtos O delegado Jobson Cabral informou que prendeu Leonard dirigindo um carro roubado, quando respondia pela Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos. Segundo ele, Leonard foi indiciado em inquérito já concluído e encaminhado à comarca de Marechal Deodoro. Ele admitiu não lembrar da qualificação do estudante no caso, em que Leonard teria sido indiciado porque foi apontado pelos demais envolvidos. ?Eles disseram que nos luaus [festas em noite de Lua cheia], eles furtavam aparelhos de som dos carros, e que tinham um receptador para os furtos. Ele [Leonard] não é inocente?, disse Jobson Cabral. O pai de Leonard, o promotor Cláudio Brandão Sá, disse que o filho apenas prestou depoimento na condição de testemunha, num processo sobre porte ilegal de armas. ?Tenho certidões negativas. Ele jamais respondeu a um processo judicial?, garantiu. O pai do estudante atribuiu a acusação a uma rixa que outro delegado, Moisés Marcelo, teria contra si. ?Ele divulgou na imprensa uma informação, que foi desmentida depois?, acrescentou. O delegado Moisés Marcelo esteve preso no ano passado, acusado de envolvimento no seqüestro dos dois pernambucanos mantidos em cárcere privado numa fundação de responsabilidade do ex-vereador Jaudeni Coutinho. A GAZETA tentou, no final da tarde de ontem, conferir a informação ligando para a comarca de Marechal Deodoro, mas os telefones não respondiam.

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