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Pais “acampam” para �garantir vaga em escola

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BLEINE OLIVEIRA Com matrículas a serem iniciadas só na próxima segunda-feira, a disputa por vagas em escolas públicas já começou. Moradores do Trapiche e adjacências não esperaram e, para garantir o estudo dos filhos, estão ?acampados? há dois dias, na porta da Escola Antídio Vieira, no mesmo bairro. Com uma fila de cadeiras e até pedras ?marcando? lugar na fila, os pais têm se revezado desde a última quarta-feira, esperando chegar a hora de matricular suas crianças. A Escola Antídio Vieira é o exemplo mais conhecido da luta dos maceioenses para garantir vagas na rede municipal de ensino. Este ano, aquela unidade vai oferecer apenas 70 vagas para a 1ª série e 16 para a 2ª. Mas ontem, um número superior a 100 pessoas já estava na fila. Todas prometendo não ?arredar o pé? até a abertura do portão que dá acesso à secretaria da escola. A situação na Antídio Vieira, que recebe alunos do Benedito Bentes, Jacintinho, Barro Duro, Prado, Virgem dos Pobres e até de Jacarecica, revela ainda a realidade que o novo secretário municipal de Educação, Regis Cavalcante, vai encarar para cumprir a promessa feita pelo prefeito Cícero Almeida, de incluir na rede de ensino 70 mil crianças na faixa de zero a 6 anos que, segundo a nova administração municipal, estariam fora das salas de aulas. Situação difícil O próprio secretário já admite que a situação é mais difícil do que esperava, e ressalta que a promessa foi garantir a inclusão do número apontado na campanha eleitoral ?durante os quatro anos do mandato de Cícero Almeida, e não imediatamente?. Mas é na educação básica, ou seja, a partir dos sete anos, quando toda criança deve iniciar a vida escolar, que o problema do ensino público efetivamente se intensifica. ?Não vou deixar minha filha sem escola. Fico na fila o tempo que for preciso?, diz a dona de casa Vanúsia dos Santos Silva, residente no conjunto Virgem dos Pobres, uma das primeiras a acampar na Escola Antídio Vieira. Como ela, outros pais e mães temem não encontrar vagas para a 1ª série, já que não têm como pagar escola particular. ?A gente tem que conseguir vaga aqui porque é perto de casa, o ensino é bom, não falta professor?, afirma Cícera Roberta dos Santos, outra das dezenas de mães que estão acampadas naquela escola. Da mesma forma, José Carlos Barbosa da Silva garante que não vai sair da fila sem garantir a vaga do filho. O diretor da escola, Edmar Rodrigues de Oliveira, considera desnecessário o ?acampamento? que os pais montam na porta da Antídio Vieira. Mas avalia que este ano a situação é menos grave. ?Até recentemente eles chegavam aqui em novembro, quando as matrículas só começam em janeiro?, afirma. Ele participou da reunião com o novo secretário municipal de Educação e se diz confiante de que a falta de vagas será resolvida com a aquisição de um terreno ao lado da escola para sua ampliação. Por enquanto, a oferta de vagas é possível graças a um imóvel alugado ali perto, para funcionar como extensão. O secretário Regis Cavalcante voltou a alegar que não recebeu todas as informações sobre a educação em Maceió, por isso tem dificuldades para responder às dúvidas sobre a oferta de vagas. Mais uma vez, ele declarou que a rede municipal está ?sucateada? e só após o final do prazo de matrículas poderá dizer qual é a real carência e quais as providências que serão adotadas para reverter a situação.

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